Thursday, July 07, 2011

Rafael Bordalo Pinheiro Retratos em Barro Inauguração 14 de Julho, pelas 19h00 Galeria do Museu Rafael Bordalo Pinheiro


Campo Grande, 382 - Lisboa
Exposição patente de 15 de Julho
a 23 de Outubro de 2011

Horário
Terça-feira a Domingo, das 10h às 18h
Encerra à Segunda-Feira e Feriados
Entrada Gratuita



Esta breve Exposição pretende abordar uma vertente pouco reconhecida e estudada da obra de Rafael Bordalo: a de escultor em barro. Embora muito identificado com a sua cerâmica decorativa e utilitária, o artista também se dedicou à escultura. Escolheu-se o tema do retrato em forma de busto, recorrendo à importante Colecção do Museu Bordalo Pinheiro. Ao grupo significativo de peças que há muito não era mostrado em conjunto (desde 1985), juntaram-se as novas aquisições, podendo afirmar-se que constitui a melhor e mais completa colecção na temática. Através destes exemplares procura-se dar a conhecer a faceta do seu trabalho em barro, enquadrado pelo gosto vigente nos interiores e pelo panorama da escultura nacional, nos finais de Oitocentos e início do novo século.
Rafael Bordalo cultivou a via da escultura. Conciliando este registo com o retrato, modelou diversos bustos de personalidades, em homenagem privada ou pública, fruto de encomenda ou de iniciativa pessoal. Ainda, plasmou no mesmo formato rostos anónimos de tipos populares e outras figuras pitorescas. Várias versões do mesmo modelo de busto, estudos em barro, cartas manuscritas, fotografias e páginas litografadas das suas publicações, são testemunho do empenho do artista nesta escultura, a partir de 1888. À data, a Fábrica de Faiança das Caldas da Rainha, fundada em parceria, laborava há quatro anos.
Rafael Bordalo foi um escultor amador de mérito, elogiado pela crítica e pelos artistas seus contemporâneos. Os seus naturalísticos retratos em busto caracterizam-se pela utilização do barro como material final, por vezes envolvendo processos cerâmicos, dos quais soube tirar partido, e pela diminuição da habitual escala, tornando-os mais próximos, na intimidade de um interior. Ainda, soube utilizar os recursos plásticos do barro no fabrico em série e industrializado, visando a comercialização de alguns modelos, em resposta ao consumo contemporâneo. O resultado é muito distante das habituais estatuetas vidradas de fabrico industrial. O recurso à clássica peanha para colocar figuras anónimas, conferindo-lhes um inesperado estatuto de homenagem, faz parte de um jogo contraditório, onde podemos reconhecer a sua vontade de fazer humor.






Galeria do Museu Bordalo Pinheiro - Campo Grande, 382 - Tel. 21 817 06 71

Para mais informações e imagens - Isabel Aguilar - Tel. 21 817 06 62 - Email: isabel.aguilar@cm-lisboa.pt

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