Sunday, October 13, 2019

15ª Festa da Caricatura - Lousã 2019 (5 de Outubro de 2019)

Kap caricaturando
 Kap caricaturando
Malagon caricaturando
Ze Oliveira caricaturando
Carlos Sêco caricaturando
Omar Perez caricaturando


Santiagu caricaturando
Mário Teixeiracaricaturando
Onofre Varela e Pedro Ribeiro Ferreira caricaturando
Santiagu caricaturando
Luis Costa caricaturando

15º Festa da Caricatura da Lousã – Exposição “HUMOR AQUOSO”




 
Olhando-nos no espelho aquoso do fontanário, vemos Narciso contemplando-nos como reflexo ancestral da vaidade e de amantes das selfies. Subitamente uma gota deforma o reflexo, cria imagens grotescas da realidade, alterando a visão do mundo. Abre-se então o caminho «pela sala de espelhos deformantes, umas vezes para nosso próprio gaudio, outras para nosso desepero», abrindo-se a porta dos humores.
Quais? Sobre a visão, da vida, ou sobre a água? Neste caso são humores aquosos.
Setenta por cento do corpo humano é água e para uma boa saúde, pelo menos os outros trinta por cento deveriam ser de humor. A água é vital para tudo neste planeta que ainda á azul, tal como o é para a nossa visão, o Humor Aquoso.
Cientificamente «Humor Aquoso» é o fluido responsável pela nutrição da córnea e cristalino assim como manter o equilíbrio da pressão hidrostática ocular, ou seja, manter uma visão transparente sem neblinas nem nebulosas deformantes que nos podem levar à cegueira. Se temos necessidade do humor aquoso para termos capacidade de ver, de olhar, o humor filosófico dá-nos a capacidade de saber ver para além das deformações da realidade, dos reflexos enganosos das encenações políticas e sociais. Dá-nos a capacidade de reflectir sobre tudo da vida e naturalmente sobre a água e sua importância no planeta, na nossa vida presente e futura.
Infelizmente, os interesses economicistas que nos regem, com a sua cegueira e maus humores têm delapidado, envenenado a riqueza hidrográfica do planeta com os fogos, as contaminações, a poluição ambiental, têm alterado o equilíbrio climático da mãe terra, o equilíbrio dos seus humores.
É urgente olharmos a água, o planeta azul com outra atenção, reeducando os políticos, os empresários, os consumidores para a realidade, deixando de só pensarem nos lucros de hoje para pensarem no futuro do amanhã, para a necessidade da verdadeiramente correcta política da água.
Rir, por vezes pode ser um gesto de desdenhe, fazer humor sobre, é um alerta, um desejo optimista que a sua mensagem possa ser um despertar para o que distraidamente não reparamos, para o que por vezes não queremos ver.
Esta exposição de Humor Aquoso é o contributo para esta causa dos artistas presentes na Lousã nesta 15.ª Festa da Caricatura do Trevim. Desenvolvida no âmbito de uma «Residência Artistica» apoiada pelo Portugal 2020, com a participação dos artistas Belisário, Kap, Luis Costa, Malagon, Mário Teixeira, Santiagu, Varela, Carlos Sêco e Zé Oliveira. 
Troféu que eu concebi para este mini concurso sobre água
Para criar alguma dinâmica criativa, resolveu a organização despoletar um pequeno concurso entre as obras apresentadas, das quais (com exclusão dos dois artistas da casa Carlos Sêco e Zé Oliveira) o júri resolveu outorgar o 
1º Prémio a Omar Perez,
2º Prémio a Kap
3º Prémio a Pedro Ribeiro Ferreira.
OMS


Saturday, October 12, 2019

15º Festa da Caricatura da Lousã (40 Anos Cooperativa Trevim – Exposição “Homem na Lua” há 50 anos, segundo Onofre Varela


 HOMEM NA LUA é uma exposição de Banda Desenhada com guião e desenho de Onofre Varela, no formato de Novela Gráfica, que conta a ida do Homem à Lua. Desenhada à maneira antiga, sobre papel com pena e tinta da china, pintado a aguarela e lápis de cor, a BD aborda o sonho que o Homem sempre acalentou de tirar os pés do chão e elevar-se no espaço. Foi concebida para edição em livro, cujo lançamento ocorreu no Museu de Imprensa, Porto, no exacto dia em que se comemorava o cinquentenário da alunagem do Homem: 21 de Julho de 2019.
A narrativa não olvida o mito de Ícaro, passando por Da Vinci e pelos pioneiros do balão (incluindo neles o nosso Bartolomeu de Gusmão), abordando a evolução da técnica dos aviões entre as duas Guerras Mundiais, para chegar aos cientistas das V-1 alemãs que arrasaram Londres, Paris e Amesterdão, os quais foram aproveitados pelos EUA. Igualmente se descreve como Von Braun chegou a director da NASA e criou o foguete Saturno que levou as naves Apollo a circundar a Lua, permitindo a descida dos astronautas Armstrong e Aldrin no solo lunar.
A BD aborda a corrida ao espaço disputada pelos EUA e a URSS, e termina com o regresso dos primeiros astronautas que foram à Lua na missão Apollo 11.
A exposição e o livro incluem mais duas pranchas sobre o satélite português PoSAT-1 e o seu "pai" Fernando Carvalho Rodrigues, o cientista que colocou o nome de Portugal na lista dos países que têm satélites de comunicação a orbitar a Terra.
Palavras de Onofre Varela: «A ideia de contar a saga do homem na conquista da Lua surgiu-me há vários anos, mas não a concretizei nas alturas certas que me pareciam ser os aniversários com números redondos. Os 30 anos, os 40... e agora, chegados aos 50 anos, pareceu-me ser uma data emblemática. Meio século de História não se podia desperdiçar». Esta narrativa gráfica foi desenhada entre Dezembro de 2018 e meados de Junho seguinte.
Onofre Varela nasceu no Porto em 1944 e iniciou-se no mundo do trabalho aos 13 anos como aprendiz de tipógrafo. Durante a sua estadia em Angola como militar colaborou na revista «Noticias». Depois de regressar iniciou uma longa carreira cartunistica em jornais como «O Primeiro de Janeiro», «Noticias da Tarde», «O Jogo», «Jornal de Notícias», «O Comércio do Porto», «O Olho», «O Trevim», «O Gaiense»…







Friday, October 11, 2019

15ª Festa da Caricatura da Lousã (40 anos Cooperativa Trevim)

 álguns dos caricaturistas presentes na Festa da Caricatura da Lousã
Jaume Capdevile - Kap, Antonio Santos - Santiagu, Carlos Seco, Malagon, Luis Costa, O Presidente da Cooperativa Terim Paulo Peralta, Zé Oliveira, Onofre Varela e elemento fundamental do Trevim José Orlando Reis.
Na fila de baixo Pedro Ribeiro Ferreira, Marío Teixeira e Osvaldo Macedo de Sousa
AS esposas dos caricaturistas

15ª Festa da Caricatura da Lousã (40 anos da Cooperativa Trevim) : Exposição “Sorrindo com a Paz” por Osvaldo Macedo de Sousa



Evocar não é comemorar ou festejar, mas sim questionar e por essa razão, nestes últimos cinco anos não comemoramos o centenário da Grande Guerra de 1914 /18, antes evocamos esse acontecimento terrível em sacrifícios humanos e éticos. Da mesma forma, neste ano de 2019 não comemoramos o centenário da assinatura da Paz de Versalhes que aconteceu a 28 de Junho de 1919 e que em princípio poria um fim no que afinal acabou por ser a mãe de todas as guerras do século XX.
Se evocamos esse conflito de há um século, afinal de contas também poderíamos evocar o conflito de ontem, de há uma semana, um mês, um ano, dez anos, cem anos, mil anos… ou seja, não é importante qual o conflito, mas sim a própria violência.
Nestas quase duas décadas do século XXI já houve várias dezenas de guerras de ampla dimensão, fora os milhares de conflitos regionais, domésticos… e é verdade, também não nos podemos esquecer que a violência das intolerâncias racistas, religiosas, clubísticas, sexistas, a violência doméstica e a violência nas escolas também são puramente a mãe de todas as guerras da humanidade.
Sorrindo com a paz é uma exposição de trabalhos de humor gráfico que numa primeira parte evocam as obras publicadas em cada época vivencial dos conflitos, acabando com desenhos actuais feitos para a VI Bienal de Humor Luiz d’Oliveira Guimarães – Espinhal / Penela 2018 e para a 15.ª Festa da Caricatura da Lousã. São obras sobre as esperanças e alertas humorísticos para a necessidade da paz. Tal como o Homem é repetitivo nos seus erros e crimes contra a humanidade e planeta, o humor como seu reflexo também é repetitivo nas denuncias e nas críticas que o Homem recusa ver, parar para pensar em como mudar para um espirito mais tolerante e mais equilibrado na ética existencial.
Não é um desenho que muda algo, não é uma exposição que vai trazer a paz. O que aqui queremos evocar é que o Homem também tem inteligência para se ver ao espelho grotesco da realidade e assumir o seu papel de Homo Sapiens para saber parar, ver, observar e tentar que a educação e a ética valorizem todos os homens como iguais e todas as raças e religiões. Essencialmente é saber aceitar as críticas, reflectir se são correctas ou não, porque é que foram feitas e sorrindo reconhecer os erros para os corrigir, sabendo que a liberdade de um acaba onde começa a dos outros e vice-versa. A educação é a base de tudo, essencialmente, quando ela é feita de sorriso na cara.
Kap
Onofre e Maria Varela
Faço aqui uma humilde homenagem aos meus PROFESSORES que me ensinaram a importância da História para conhecer o meu presente e futuro, que me educaram a saber amar-me no respeito pelos outros. Homenageio os professores que na sua vocação pedagógica são maltratados pelos governos, que tem de sofrer com a má educação das crianças e, pior ainda, a má formação de muitos dos pais, esses sim, educadores na violência doméstica e escolar.

Omar e Marina Perez


Mario Teixeira, Malagon e Luis Costa
na foto os caricaturistas Luis Costa, Malagon, Carlos Seco, Pedro Ribeiro ferreira, Zé Oliveira e Jaume Caspevile - Kap.


Uma produção Humorgrafe


Thursday, October 10, 2019

15ª Festa da Caricatura da Lousã (40 anos da cooperativa Trevim): Visita dos caricaturistas ao Momo - Museu do Circo (Foz de Arouce) para ver a exposição Fhotochistesis de Pepe Pelayo



 Zé Oliveira dando as Boas-vindas com musica

 Osvaldo Macedo de Sousa
 O palhaço malagon



 Pedro Ribeiro ferreira, Zé Oliveira e Malagon
 Jaume Capdevile - Kap
 Luis Costa e Zé Oliveira
 Omar Perez e Kap

 Pedro Ribeiro Ferreira
 Pedro Ribeiro Ferreira, Osvaldo Macedo de Sousa, Onofre Varela, Zé Oliveira, Luis Costa
Omar Perez, Malagon, Kap


Momo - Museu do Circo

A mostra de fotomontagens humorísticas de Pepe Pelayo está exposta no Momo - Museu do Circo, espaço criado pela Companhia Marimbondo, com sede na Lousã, desde 1990. Com o patrocínio do Município da Lousã, esta casa museológica, instalada na velha escola de Foz de Arouce, mostra o acervo de fatos, chapéus, instrumentos musicais, bolas, rodas de equilibrio e documentos diversos nacionais e internacionais, relacionados com as artes circenses.
Os Marimbondo (dirigidos por Detlef Schafft e Eva Cabral), companhia internacional de teatro / circo tem sido uma das impulsionadoras do «novo-Circo» em Portugal, explorando múltiplas vertentes do espectáculo como Bolas de Sabão, Narizes de Palhaços, Sons de Realejo, Banda Rumtatá… Os seus espectáculos e as suas animações tanto enveredam pelo musical como pelas marionetas, do teatro ao «novo-circo», dos malabarismos à magia, não só em Portugal como em Espanha, Bélgica (onde já foram premiados), Holanda, Alemanha, Áustria, Finlândia e Brasil. São os criadores do Festival «Marionetas do Centro» (em parceria com o Município de Penela), assim como produtores (desde do oitavo evento em 2003), do «Encontro Português de Malabarismo» em Serpins (com a parceria do Município da Lousã).
Para saber um pouco mais sobre eles lançámos-lhes as seguintes questões:
OMS - Há quantos anos vocês vivem da arte clownesca?
Detlef Scafft / Eva Cabral - A Companhia Marimbondo foi fundada em 1988 e a partir de 1990 instalámo-nos na serra da Lousã.
OMS - Como se definem na realidade?
Detlef Scafft / Eva Cabral - Somos uma companhia de Teatro / Circo / Animação.
OMS - Qual o papel do palhaço dentro do humor ?
Detlef Scafft / Eva Cabral  - O palhaço é um ser extra - ordinário; como um casulo que pode conter o sorriso, o riso, a gargalhada, a sátira, a melancolia, a dúvida, o choro, o espanto…
OMS - Ele é só importante para o espectáculo do circo ou pode sobreviver noutro ambiente?
Detlef Scafft / Eva Cabral  - Qualquer ambiente - quiçá, deve ter um palhaço.
OMS - É uma forma diferente de fazer humor e comicidade?
Detlef Scafft / Eva Cabral - Durante muitos anos, a figura do palhaço estava associada ao nariz vermelho ou ao seu contraponto - o cara branca. Hoje em dia o clown nem sempre se apresenta dessa forma.
OMS - O que é necessário para ser um bom palhaço?
Detlef Scafft / Eva Cabral - Tirando os chavões do talento e disciplina - sempre imprescindíveis e actuais - essencialmente a capacidade de se interrogar e espantar com o quer que seja.
OMS - A comicidade clownesca está ultrapassada ou teve de se reinventar para o século XXI?
Detlef Scafft / Eva Cabral - De forma alguma, basta ver como algumas entradas (números) já de há séculos provocam reacções no público de hoje em dia. Mas, o palhaço tem sempre de se reinventar, seja para o século XXI, XVIII, XVII…
OMS - O stand-up comedy é uma ameaça à existência do nariz vermelho?
Detlef Scafft / Eva Cabral - O stand-up, bem feito, é uma reflexão sobre o dia-a-dia e não, não ameaça de todo o nariz vermelho. Num mundo plural há lugar para todos.
OMS - Ou o que o ameaça é o triunfo tecnológico que obriga a uma comicidade mais fantasista, mais mágica?
Detlef Scafft / Eva Cabral - O que era bom era que o triunfo tecnológico fosse mais fantasista e mágico…
OMS - Os filmes e bandas desenhadas de terror com o palhaço assassino são um duro golpe à imagem humorística do palhaço?
Detlef Scafft / Eva Cabral - Também já os houve com padres e nem por isso o homem deixou de ser crente…
OMS - Como surgiu a ideia do espaço Momo ? Como o definem e porque é que o público deve ir lá visitá-lo?
Detlef Scafft / Eva Cabral - A ideia do Momo já tem mais de 10 anos. Queríamos partilhar a nossa colecção de objectos, livros, cartazes, fatos, etc. Poder mostrar um pouco da história do circo e «tira-lo da sombra» para que possa deixar de ser o patinho feio da nossa cultura; bem como criar um espaço de encontro e de partilha.
OMS - O nome do Museu do Circo é inspirado na protagonista do livro infantil “Momo e o senhor do tempo”, da autoria do alemão Michael Ende.
Detlef Scafft / Eva Cabral - Trata-se de uma alegoria literária em que Momo é uma menina em luta contra os homens cinzentos. Eles andam por aí e tentam convencer as pessoas a venderem o seu tempo livre…
O Momo - Museu do Circo fica em Foz de Arouce - Lousã cheio de sorrisos e boas gargalhadas à espera de quem queira recordar e viver uns bons momentos de humor e comicidade.
Osvaldo Macedo de Sousa


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