Wednesday, November 13, 2019

Dia 17 de Novembro pelas 14h com a conversa «Do retrato realista ao retrato exagerado» com Osvaldo Macedo de Sousa inicia-se o Curso de Caricatura (Pura & Dura) no Museu Bordallo Pinheiro em Lisboa

 Dia 17 de Novembro pelas 14h. com a conversa «Do retrato realista ao retrato exagerado» com Osvaldo Macedo de Sousa (Gratis aberto a todo o público) inicia-se o Curso de Caricatura (Pura & Dura) (pago com inscrições através de info@museu.bordalopinheiro.pt) com Pedro Ribeiro Ferreira e Ricardo Galvão no Museu Rafael Bordalo Pinheiro em Lisboa (Campo Grande).


Tuesday, November 05, 2019

Dia 8 de Novembro pelas 21h na Biblioteca Municipal da Lousã - Tertúlia "Sorrindo com a Paz" com Osvaldo Macedo de Sousa e lançamento do catalogo da respectiva exposição (iniciativa integrada na 15ª Festa da Caricatura do Trevim da Lousã)






Wednesday, October 16, 2019

“Pessoas, Pensamentos e Palavras” de Casimiro Simões é lançado na Lousã dia 26 de Outubro com apresentação de Teresa Alegre Portugal (dedicado especialmente aos ilustres cidadãos Louzã Henriques e António Arnaut, recentemente desaparecidos.)


O novo livro de Casimiro Simões, especialmente dedicado a António Arnaut e Louzã Henriques, falecidos em 2018 e 2019, abre com um poema do cantor José Mário Branco e tem prefácio de Teresa Alegre Portugal, que apresenta a obra na Lousã, no dia 26.
“Pessoas, Pensamentos e Palavras”, título abreviado, ironicamente, pelo autor para PPP, vai ser apresentado por Teresa Portugal, no último sábado deste mês, às 15:00, durante um programa cultural na Filarmónica Lousanense com que o jornalista assinala também o seu 60º aniversário.
Nascido em 26 de outubro de 1959, no Casal dos Rios, concelho da Lousã, Casimiro Simões está a completar igualmente 30 anos ao serviço da Agência Lusa na Região Centro.
A socialista Teresa Portugal, que foi deputada e vereadora da Cultura na Câmara de Coimbra, usa da palavra numa sessão em que intervêm ainda o autor e o bibliotecário Carlos Marta Ferreira, de Miranda do Corvo, seu antigo companheiro no Liceu da Lousã.
A iniciativa compreende um momento musical com Manuel Rocha e Luís Garção, membros da Brigada Victor Jara, além de João Queirós e Ramiro Simões.
Com esta PPP, que inclui 70 textos, entre crónicas, contos, sátiras, outras ficções e ainda um poema alusivo aos 45 anos do 25 de Abril, o antigo diretor do jornal “Trevim”evoca dezenas de figuras, públicas e menos conhecidas, maioritariamente ligadas a Coimbra, Lousã, Penela, Miranda do Corvo e Castanheira de Pera.
As personagens centrais da coletânea são o advogado e escritor António Arnaut, oriundo de Penela, que há 40 anos foi o principal obreiro do Serviço Nacional de Saúde, e o médico e etnólogo Manuel Louzã Henriques, natural da Serra da Lousã, impulsionador do Museu Etnográfico da Lousã.
Contudo, Casimiro Simões rende homenagem a um conjunto mais vasto e diversificado de pessoas, como o ensaiador de ranchos João Arranca, os jornalistas João Mesquita (antigo presidente do Sindicato dos Jornalistas) e Américo Mascarenhas Estrelinha, os antigos provedor do INATEL e delegado desta instituição em Coimbra, Kalidás Barreto e João Fernandes, o bancário Fernando Velez, o eurodeputado do PS Fausto Correia, o antigo diretor do jornal Mirante Augusto Paulo, os advogados Alberto Vilaça e Luís Carlos Silva, o catedrático de Direito Orlando de Carvalho e o cantor José Afonso.
Amigo do autor de “Grândola, Vila Morena”, que teria feito 90 anos em 2 de agosto, José Mário Branco, com o poema “Mudar de vida”, associa-se à iniciativa de distinguir, entre outros, dois companheiros seus da cadeia.
O compositor conheceu Louzã Henriques e o arquiteto Carlos de Almeida há mais de 50 anos, quando os três estavam presos por atividades contra a ditadura de Salazar.
São ainda recordados, alguns a título póstumo, os tocadores de concertina e gaita-de-beiços Manuel Serra e Joaquim Henriques Amante, o estivador Adriano Nunes, o sapateiro Juvenal Pinto, os luso-brasileiros Ti Zé Joana, padre Miguel Lencastre, António César Fernandes, Miguel dos Pregos e os sobrinhos deste empresário, Nelson e Teresinha, o antigo emigrante nos Estados Unidos Américo Carapinha, o antifascista Manuel Ramalho Gantes, a professora Palmira Sales e seu irmão, o carteiro e músico José Adelino, além dos pais e dois irmãos mais velhos do jornalista da Lusa: Joaquim e Maria da Conceição, José Augusto e Augusto Simões.
Na juventude, Manuel Gantes, Miguel Lencastre e José Mário Branco viveram na República dos Kágados, a mais antiga casa comunitária de estudantes de Coimbra, onde também Casimiro morou nos anos 80 do século XX, enquanto aluno da Faculdade de Direito.
O livro abrange histórias com o docente universitário José Luís Câmara Alves e outros kagadais, designadamente José Lestra (advogado), Custódio Pinto Montes (juiz-conselheiro jubilado), Manuel Gaspar (professor), Carlos Santarém (ex-diretor da Biblioteca Municipal de Coimbra), Lusitano dos Santos (urbanista e catedrático jubilado da Universidade de Coimbra), José Maria Cruz Santos (professor e antigo comandante dos Bombeiros Sapadores da cidade), Humberto Rocha (médico) e José Lages (jurista), personagens reais em diversas prosas.
“Pessoas, Pensamentos e Palavras” é uma seleção de histórias verdadeiras e várias de ficção, entre inéditas ou já editadas em livros e outras publicações, com destaque para os jornais Campeão das ProvínciasDiário As BeirasNotícias de CoimbraTrevim e o extinto Jornal de Coimbra.
Há também textos sobre política internacional, com os quais Casimiro Simões satiriza, por exemplo, a relação do Reino Unido com Portugal e a União Europeia, a situação no Brasil e nos Estados Unidos da América, com a ascensão de Bolsonaro e Trump ao poder.
Concebida pela jovem artista gráfica Mariana Domingos, da Lousã, a capa conta com contributos na fotografia da grega Georgia Bounia, bem como de Luís Garção Nunes e Fernando Moura.
A Companhia Marimbondo e Maria Estátua promovem a animação no exterior da sala de ensaios da Filarmónica Lousanense.
O programa inclui uma breve leitura de textos, por Francisco Paz e Zé Nobre Quaresma, e encerra com um “Beirão de Honra”.

Nota biográfica: Casimiro Simões nasceu no Casal dos Rios, Lousã, distrito de Coimbra, em 1959, tendo publicado três livros, todos na área da sátira social e política, de 2009 a 2013.
Exerce a profissão de jornalista na Lusa – Agência de Notícias de Portugal, desde 1989, após ter trabalhado em vários meios de comunicação social. Em 1999, foi destacado para Macau, a fim de reforçar a delegação local da agência, nos trinta dias que antecederam a transferência da administração do território para a República Popular da China. Desempenhou as funções de delegado da Lusa para a Região Centro, em Coimbra, entre 2005 e 2009.
De 1990 a 2002, Casimiro Soares Simões foi diretor do jornal Trevim, da Lousã, fazendo ainda parte dos corpos gerentes da Trevim – Cooperativa Editora e de Promoção Cultural, entidade proprietária do periódico, com publicação ininterrupta há mais de meio século, desde a sua criação, em 1967.
Em Coimbra, escreveu no Jornal de Coimbra, Gazeta Académica e As Beiras – este nas sucessivas fases de mensário, semanário e diário – e integrou também, em 1989, a redação da Rádio Jornal do Centro (RJC), associada da TSF. Nos últimos anos, tem publicado crónicas e contos no semanário Campeão das Províncias. Mantém a colaboração com o Trevim, sendo membro do seu conselho editorial.
Tem textos diversos nas revistas Munda, do Grupo de Arqueologia e Arte do Centro (GAAC), Ruralidades, da Aliança para a Defesa do Mundo Rural Português (ARP), e Gastronomias, da Federação Portuguesa das Confrarias Gastronómicas, além do extinto semanário Em Marcha e do Mirante, que se publica em Miranda do Corvo,
Em 2009, enquanto escritor, publicou a sátira “Com as botas do meu pai – Pegadas do poder autárquico na vila de Vale Tudo”, seu primeiro livro.
Seguiu-se, em 2010, “Campanha bufa – Porco no espeto na safra de Vale Tudo”, segundo volume de uma coleção para assinalar o centenário da República Portuguesa.
“Cornos ao sol – Agonia do carneiro velho na troika de Vale Tudo” encerrou a trilogia, em 2013. As incursões de Casimiro Simões na literatura incluem também dezenas de crónicas e contos publicados em diferentes títulos da imprensa.

Sunday, October 13, 2019

15ª Festa da Caricatura - Lousã 2019 (5 de Outubro de 2019)

Kap caricaturando
 Kap caricaturando
Malagon caricaturando
Ze Oliveira caricaturando
Carlos Sêco caricaturando
Omar Perez caricaturando


Santiagu caricaturando
Mário Teixeiracaricaturando
Onofre Varela e Pedro Ribeiro Ferreira caricaturando
Santiagu caricaturando
Luis Costa caricaturando

15º Festa da Caricatura da Lousã – Exposição “HUMOR AQUOSO”




 
Olhando-nos no espelho aquoso do fontanário, vemos Narciso contemplando-nos como reflexo ancestral da vaidade e de amantes das selfies. Subitamente uma gota deforma o reflexo, cria imagens grotescas da realidade, alterando a visão do mundo. Abre-se então o caminho «pela sala de espelhos deformantes, umas vezes para nosso próprio gaudio, outras para nosso desepero», abrindo-se a porta dos humores.
Quais? Sobre a visão, da vida, ou sobre a água? Neste caso são humores aquosos.
Setenta por cento do corpo humano é água e para uma boa saúde, pelo menos os outros trinta por cento deveriam ser de humor. A água é vital para tudo neste planeta que ainda á azul, tal como o é para a nossa visão, o Humor Aquoso.
Cientificamente «Humor Aquoso» é o fluido responsável pela nutrição da córnea e cristalino assim como manter o equilíbrio da pressão hidrostática ocular, ou seja, manter uma visão transparente sem neblinas nem nebulosas deformantes que nos podem levar à cegueira. Se temos necessidade do humor aquoso para termos capacidade de ver, de olhar, o humor filosófico dá-nos a capacidade de saber ver para além das deformações da realidade, dos reflexos enganosos das encenações políticas e sociais. Dá-nos a capacidade de reflectir sobre tudo da vida e naturalmente sobre a água e sua importância no planeta, na nossa vida presente e futura.
Infelizmente, os interesses economicistas que nos regem, com a sua cegueira e maus humores têm delapidado, envenenado a riqueza hidrográfica do planeta com os fogos, as contaminações, a poluição ambiental, têm alterado o equilíbrio climático da mãe terra, o equilíbrio dos seus humores.
É urgente olharmos a água, o planeta azul com outra atenção, reeducando os políticos, os empresários, os consumidores para a realidade, deixando de só pensarem nos lucros de hoje para pensarem no futuro do amanhã, para a necessidade da verdadeiramente correcta política da água.
Rir, por vezes pode ser um gesto de desdenhe, fazer humor sobre, é um alerta, um desejo optimista que a sua mensagem possa ser um despertar para o que distraidamente não reparamos, para o que por vezes não queremos ver.
Esta exposição de Humor Aquoso é o contributo para esta causa dos artistas presentes na Lousã nesta 15.ª Festa da Caricatura do Trevim. Desenvolvida no âmbito de uma «Residência Artistica» apoiada pelo Portugal 2020, com a participação dos artistas Belisário, Kap, Luis Costa, Malagon, Mário Teixeira, Santiagu, Varela, Carlos Sêco e Zé Oliveira. 
Troféu que eu concebi para este mini concurso sobre água
Para criar alguma dinâmica criativa, resolveu a organização despoletar um pequeno concurso entre as obras apresentadas, das quais (com exclusão dos dois artistas da casa Carlos Sêco e Zé Oliveira) o júri resolveu outorgar o 
1º Prémio a Omar Perez,
2º Prémio a Kap
3º Prémio a Pedro Ribeiro Ferreira.
OMS


Saturday, October 12, 2019

15º Festa da Caricatura da Lousã (40 Anos Cooperativa Trevim – Exposição “Homem na Lua” há 50 anos, segundo Onofre Varela


 HOMEM NA LUA é uma exposição de Banda Desenhada com guião e desenho de Onofre Varela, no formato de Novela Gráfica, que conta a ida do Homem à Lua. Desenhada à maneira antiga, sobre papel com pena e tinta da china, pintado a aguarela e lápis de cor, a BD aborda o sonho que o Homem sempre acalentou de tirar os pés do chão e elevar-se no espaço. Foi concebida para edição em livro, cujo lançamento ocorreu no Museu de Imprensa, Porto, no exacto dia em que se comemorava o cinquentenário da alunagem do Homem: 21 de Julho de 2019.
A narrativa não olvida o mito de Ícaro, passando por Da Vinci e pelos pioneiros do balão (incluindo neles o nosso Bartolomeu de Gusmão), abordando a evolução da técnica dos aviões entre as duas Guerras Mundiais, para chegar aos cientistas das V-1 alemãs que arrasaram Londres, Paris e Amesterdão, os quais foram aproveitados pelos EUA. Igualmente se descreve como Von Braun chegou a director da NASA e criou o foguete Saturno que levou as naves Apollo a circundar a Lua, permitindo a descida dos astronautas Armstrong e Aldrin no solo lunar.
A BD aborda a corrida ao espaço disputada pelos EUA e a URSS, e termina com o regresso dos primeiros astronautas que foram à Lua na missão Apollo 11.
A exposição e o livro incluem mais duas pranchas sobre o satélite português PoSAT-1 e o seu "pai" Fernando Carvalho Rodrigues, o cientista que colocou o nome de Portugal na lista dos países que têm satélites de comunicação a orbitar a Terra.
Palavras de Onofre Varela: «A ideia de contar a saga do homem na conquista da Lua surgiu-me há vários anos, mas não a concretizei nas alturas certas que me pareciam ser os aniversários com números redondos. Os 30 anos, os 40... e agora, chegados aos 50 anos, pareceu-me ser uma data emblemática. Meio século de História não se podia desperdiçar». Esta narrativa gráfica foi desenhada entre Dezembro de 2018 e meados de Junho seguinte.
Onofre Varela nasceu no Porto em 1944 e iniciou-se no mundo do trabalho aos 13 anos como aprendiz de tipógrafo. Durante a sua estadia em Angola como militar colaborou na revista «Noticias». Depois de regressar iniciou uma longa carreira cartunistica em jornais como «O Primeiro de Janeiro», «Noticias da Tarde», «O Jogo», «Jornal de Notícias», «O Comércio do Porto», «O Olho», «O Trevim», «O Gaiense»…







Friday, October 11, 2019

15ª Festa da Caricatura da Lousã (40 anos Cooperativa Trevim)

 álguns dos caricaturistas presentes na Festa da Caricatura da Lousã
Jaume Capdevile - Kap, Antonio Santos - Santiagu, Carlos Seco, Malagon, Luis Costa, O Presidente da Cooperativa Terim Paulo Peralta, Zé Oliveira, Onofre Varela e elemento fundamental do Trevim José Orlando Reis.
Na fila de baixo Pedro Ribeiro Ferreira, Marío Teixeira e Osvaldo Macedo de Sousa
AS esposas dos caricaturistas

15ª Festa da Caricatura da Lousã (40 anos da Cooperativa Trevim) : Exposição “Sorrindo com a Paz” por Osvaldo Macedo de Sousa



Evocar não é comemorar ou festejar, mas sim questionar e por essa razão, nestes últimos cinco anos não comemoramos o centenário da Grande Guerra de 1914 /18, antes evocamos esse acontecimento terrível em sacrifícios humanos e éticos. Da mesma forma, neste ano de 2019 não comemoramos o centenário da assinatura da Paz de Versalhes que aconteceu a 28 de Junho de 1919 e que em princípio poria um fim no que afinal acabou por ser a mãe de todas as guerras do século XX.
Se evocamos esse conflito de há um século, afinal de contas também poderíamos evocar o conflito de ontem, de há uma semana, um mês, um ano, dez anos, cem anos, mil anos… ou seja, não é importante qual o conflito, mas sim a própria violência.
Nestas quase duas décadas do século XXI já houve várias dezenas de guerras de ampla dimensão, fora os milhares de conflitos regionais, domésticos… e é verdade, também não nos podemos esquecer que a violência das intolerâncias racistas, religiosas, clubísticas, sexistas, a violência doméstica e a violência nas escolas também são puramente a mãe de todas as guerras da humanidade.
Sorrindo com a paz é uma exposição de trabalhos de humor gráfico que numa primeira parte evocam as obras publicadas em cada época vivencial dos conflitos, acabando com desenhos actuais feitos para a VI Bienal de Humor Luiz d’Oliveira Guimarães – Espinhal / Penela 2018 e para a 15.ª Festa da Caricatura da Lousã. São obras sobre as esperanças e alertas humorísticos para a necessidade da paz. Tal como o Homem é repetitivo nos seus erros e crimes contra a humanidade e planeta, o humor como seu reflexo também é repetitivo nas denuncias e nas críticas que o Homem recusa ver, parar para pensar em como mudar para um espirito mais tolerante e mais equilibrado na ética existencial.
Não é um desenho que muda algo, não é uma exposição que vai trazer a paz. O que aqui queremos evocar é que o Homem também tem inteligência para se ver ao espelho grotesco da realidade e assumir o seu papel de Homo Sapiens para saber parar, ver, observar e tentar que a educação e a ética valorizem todos os homens como iguais e todas as raças e religiões. Essencialmente é saber aceitar as críticas, reflectir se são correctas ou não, porque é que foram feitas e sorrindo reconhecer os erros para os corrigir, sabendo que a liberdade de um acaba onde começa a dos outros e vice-versa. A educação é a base de tudo, essencialmente, quando ela é feita de sorriso na cara.
Kap
Onofre e Maria Varela
Faço aqui uma humilde homenagem aos meus PROFESSORES que me ensinaram a importância da História para conhecer o meu presente e futuro, que me educaram a saber amar-me no respeito pelos outros. Homenageio os professores que na sua vocação pedagógica são maltratados pelos governos, que tem de sofrer com a má educação das crianças e, pior ainda, a má formação de muitos dos pais, esses sim, educadores na violência doméstica e escolar.

Omar e Marina Perez


Mario Teixeira, Malagon e Luis Costa
na foto os caricaturistas Luis Costa, Malagon, Carlos Seco, Pedro Ribeiro ferreira, Zé Oliveira e Jaume Caspevile - Kap.


Uma produção Humorgrafe


Thursday, October 10, 2019

15ª Festa da Caricatura da Lousã (40 anos da cooperativa Trevim): Visita dos caricaturistas ao Momo - Museu do Circo (Foz de Arouce) para ver a exposição Fhotochistesis de Pepe Pelayo



 Zé Oliveira dando as Boas-vindas com musica

 Osvaldo Macedo de Sousa
 O palhaço malagon



 Pedro Ribeiro ferreira, Zé Oliveira e Malagon
 Jaume Capdevile - Kap
 Luis Costa e Zé Oliveira
 Omar Perez e Kap

 Pedro Ribeiro Ferreira
 Pedro Ribeiro Ferreira, Osvaldo Macedo de Sousa, Onofre Varela, Zé Oliveira, Luis Costa
Omar Perez, Malagon, Kap


Momo - Museu do Circo

A mostra de fotomontagens humorísticas de Pepe Pelayo está exposta no Momo - Museu do Circo, espaço criado pela Companhia Marimbondo, com sede na Lousã, desde 1990. Com o patrocínio do Município da Lousã, esta casa museológica, instalada na velha escola de Foz de Arouce, mostra o acervo de fatos, chapéus, instrumentos musicais, bolas, rodas de equilibrio e documentos diversos nacionais e internacionais, relacionados com as artes circenses.
Os Marimbondo (dirigidos por Detlef Schafft e Eva Cabral), companhia internacional de teatro / circo tem sido uma das impulsionadoras do «novo-Circo» em Portugal, explorando múltiplas vertentes do espectáculo como Bolas de Sabão, Narizes de Palhaços, Sons de Realejo, Banda Rumtatá… Os seus espectáculos e as suas animações tanto enveredam pelo musical como pelas marionetas, do teatro ao «novo-circo», dos malabarismos à magia, não só em Portugal como em Espanha, Bélgica (onde já foram premiados), Holanda, Alemanha, Áustria, Finlândia e Brasil. São os criadores do Festival «Marionetas do Centro» (em parceria com o Município de Penela), assim como produtores (desde do oitavo evento em 2003), do «Encontro Português de Malabarismo» em Serpins (com a parceria do Município da Lousã).
Para saber um pouco mais sobre eles lançámos-lhes as seguintes questões:
OMS - Há quantos anos vocês vivem da arte clownesca?
Detlef Scafft / Eva Cabral - A Companhia Marimbondo foi fundada em 1988 e a partir de 1990 instalámo-nos na serra da Lousã.
OMS - Como se definem na realidade?
Detlef Scafft / Eva Cabral - Somos uma companhia de Teatro / Circo / Animação.
OMS - Qual o papel do palhaço dentro do humor ?
Detlef Scafft / Eva Cabral  - O palhaço é um ser extra - ordinário; como um casulo que pode conter o sorriso, o riso, a gargalhada, a sátira, a melancolia, a dúvida, o choro, o espanto…
OMS - Ele é só importante para o espectáculo do circo ou pode sobreviver noutro ambiente?
Detlef Scafft / Eva Cabral  - Qualquer ambiente - quiçá, deve ter um palhaço.
OMS - É uma forma diferente de fazer humor e comicidade?
Detlef Scafft / Eva Cabral - Durante muitos anos, a figura do palhaço estava associada ao nariz vermelho ou ao seu contraponto - o cara branca. Hoje em dia o clown nem sempre se apresenta dessa forma.
OMS - O que é necessário para ser um bom palhaço?
Detlef Scafft / Eva Cabral - Tirando os chavões do talento e disciplina - sempre imprescindíveis e actuais - essencialmente a capacidade de se interrogar e espantar com o quer que seja.
OMS - A comicidade clownesca está ultrapassada ou teve de se reinventar para o século XXI?
Detlef Scafft / Eva Cabral - De forma alguma, basta ver como algumas entradas (números) já de há séculos provocam reacções no público de hoje em dia. Mas, o palhaço tem sempre de se reinventar, seja para o século XXI, XVIII, XVII…
OMS - O stand-up comedy é uma ameaça à existência do nariz vermelho?
Detlef Scafft / Eva Cabral - O stand-up, bem feito, é uma reflexão sobre o dia-a-dia e não, não ameaça de todo o nariz vermelho. Num mundo plural há lugar para todos.
OMS - Ou o que o ameaça é o triunfo tecnológico que obriga a uma comicidade mais fantasista, mais mágica?
Detlef Scafft / Eva Cabral - O que era bom era que o triunfo tecnológico fosse mais fantasista e mágico…
OMS - Os filmes e bandas desenhadas de terror com o palhaço assassino são um duro golpe à imagem humorística do palhaço?
Detlef Scafft / Eva Cabral - Também já os houve com padres e nem por isso o homem deixou de ser crente…
OMS - Como surgiu a ideia do espaço Momo ? Como o definem e porque é que o público deve ir lá visitá-lo?
Detlef Scafft / Eva Cabral - A ideia do Momo já tem mais de 10 anos. Queríamos partilhar a nossa colecção de objectos, livros, cartazes, fatos, etc. Poder mostrar um pouco da história do circo e «tira-lo da sombra» para que possa deixar de ser o patinho feio da nossa cultura; bem como criar um espaço de encontro e de partilha.
OMS - O nome do Museu do Circo é inspirado na protagonista do livro infantil “Momo e o senhor do tempo”, da autoria do alemão Michael Ende.
Detlef Scafft / Eva Cabral - Trata-se de uma alegoria literária em que Momo é uma menina em luta contra os homens cinzentos. Eles andam por aí e tentam convencer as pessoas a venderem o seu tempo livre…
O Momo - Museu do Circo fica em Foz de Arouce - Lousã cheio de sorrisos e boas gargalhadas à espera de quem queira recordar e viver uns bons momentos de humor e comicidade.
Osvaldo Macedo de Sousa


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