Saturday, July 20, 2019
Puntadas sen fío - O humor de Fleming por Siro (in Voz de Galicia)
Chegoume un wasap cunha história preciosa: un labrego escocés escoitou voces
angustiosas no pantano próximo, correu a prestar axuda e conseguiu rescatar un
rapaz medio afundido na lama. Á mañá seguinte recibiu a visita dun cabaleiro
disposto a recompensalo economicamente por salvar o fillo e, como o labrego se
negara, pediu ocuparse da educación do picariño, que os observaba con ollos
enormes; sétimo dos oito irmáns e medios irmáns, prole do labrego. Era o ano
1888 e aquel neno, chamado Alexander
Fleming, recibiría en 1945 o premio Nobel polas súas achegas ao
descubrimento da penicilina, que salvou miles de vidas, entre elas a de Winston
Churchill, o rapaz que correra o perigo de morrer no pantano.
Si, a historia
é preciosa e emotiva, pero falsa. Argallouna Fleming, grandísimo bromista.
Nunha visita a Italia, en 1949, pasou varios días nunha histórica mansión da
Toscana con importantes personalidades da cultura italiana, convidados polos
propietarios, e houbo de tolealos a todos co seu sentido do humor. Contouno o
xornalista Indro Montanelli,
que acudira para facerlle unha entrevista. Fleming chegou á cea de recepción
con esmoquin e o distintivo da Lexión de Honra na solapa, espatarrouse nunha
tumbona e comentou: «Ah, como me gusta a
vida rústica, sen formalismos!».
Durante a cea,
Montanelli comezou un discreto interrogatorio: «Dixéronme que é vostede un gran xogador de golf». Fleming puxo cara
de asombro e respondeu: «Quen, eu? Que
va! De mozo xoguei algo, pero moi mal». Montanelli, desconcertado, seguiu
coa práctica deportiva: «Pero si é un
gran nadador». Outra vez Fleming puxo cara de pasmo e negou: «Quen, eu? Que va! En tempos nadaba uns
poucos metros, pero nada máis». Montanelli, atordado, preguntoulle polo seu
amigo Churchill, pero a resposta
de Fleming foi máis desacougante: «Eu non
son amigo de Churchill. Vino un par de veces, por casualidade». O silencio
na mesa era absoluto cando Montanelli preguntou con voz tremelante: «Señor Fleming, é vostede o inventor da
penicilina?» Fleming negou coa cabeza, mentres engulía un anaco de pastel;
logo pronunciou un «non» e seguiu
remoendo. Por fin, tragou, limpou os beizos co pano de mesa e engadiu: «Son só o descubridor».
Á mañá seguinte
Montanelli e outro invitado, xornalista tamén, viron a Fleming facer virguerías
no campo de golf. Tentaron seguilo, pero ía tan rápido que quedaron sen alento
e, ao volver, atopárono no trampolín da piscina. Lanzouse coma una frecha
ascendente, xirou no aire e entrou na auga con perfecta verticalidade; pero
pasaban os segundos e non saía: dez, trinta, un minuto, minuto e medio… Montanelli
e o colega estaban ao borde do infarto cando Fleming asomou a cabeza e
berroulles: «Queredes saber como inventei
a penicilina e como curei ao meu amigo Churchill? Pois escribide…».
Un ano antes
Fleming estivera en España e celebrara que nos prostíbulos de Sevilla se
venerasen as súas fotos como as imaxes dos santos, e nas bodegas de Pedro
Domecq comentou: «Eu descubrín un fungo
que cura enfermos, pero vostedes descubriron outro que resucita os mortos».
En 1946
advertiu de que o uso abusivo da penicilina crearía bacterias resistentes, pero
ninguén lle fixo caso. Quizais porque falaba en serio.
Thursday, July 18, 2019
“Homem na Lua” de Onofre Varela no Museu de Imprensa do Porto inaugura dia 20 de Junho pelas 18h
A exposição das pranchas originais do livro de Banda
Desenhada Homem na Lua, de Onofre Varela, contando a odisseia do Homem
na conquista do espaço até à alunagem dos astronautas Neil Armstrong e Buzz
Aldrin, na noite de 20 de Julho, com saída para o solo lunar na madrugada do
dia 21 (faz agora 50 anos) vai ser inaugurada no próximo dia 20 (Sábado) no
Museu Nacional de Imprensa do Porto (Estrada Marginal, Freixo, junto à marina)
às 18 horas.
A exposição manter-se-à patente ao
público, sete dias por semana, até 30 de Setembro. Nesse mesmo dia será lançado
para os quiosques (pelos Diário Noticias e Jornal de Noticias) dos jornais o respectivo
álbum
Sunday, July 07, 2019
Jesús, Humorista – Comicidad, Humorismo y sátira en los evangelios” de Félix Caballero Wanguemert
O
meu amigo Félix Caballero enviou-me recentemente o seu último livro, um
estudo profundo sobre o humor de Jesus Cristo. Este é um tema que me fascina, a
relação que há, ou deveria de haver entre o humor e as religiões, porque não há
filosofia mais espiritual que o humor e o optimismo existencial / vivencial.
Nunca
me senti com autoridade, conhecimentos, discernimento suficiente para abordar com
profundidade e dignamente esse tema e ao ler o livro de Félix confirmei a
ideia. Esta tudo ali. Eu não seria capaz de ir tão profundamente à raiz do
estudo e com humildade agradeço a Félix ele por no papel os meus pensamentos e
ir ainda mais além.
Quem
não sabe, Félix Caballero é um investigador universitário galego que tem levado
os estudos sobre o humorismo e os humoristas a um alto nível e este último
livro á apenas mais uma confirmação do seu excelente trabalho. É um testemunho
do seu poder de análise e de argumentação, do seu trabalho na defesa da importância
do humor na nossa vida, incluindo na vida de Jesus.
Não
é fácil abordar a religião e a vida de personagens tabus, envolvidos na sua
sacralidade dogmática, e muito menos por uma visão humorística. Para os
ortodoxos, para os fundamentalistas, para os cegos da realidade material e
espiritual é inconcebível aliar humor com Jesus, Maomé, Buda… A religião é
coisa muito séria e os espiritualistas humorísticos são fruto da “new age” herdeiros
das irreverencias do make love, not war,
dos fumos da droga, álcool e rock and roll…
Claro
que a primeira reacção, ao pegar neste livro, é de desconfiança, porque
inclusive os tais dogmáticos e ortodoxos sempre defenderam que Jesus nunca
sorriu e muito menos fez humor. Depois, com Felix a explicar de tempos a tempos
os conceitos de humor que usa, consoante o desenvolvimento da vida de Jesus e
dos evangelhos, vamos ficando cativos do seu saber, da sua análise profunda.
Ficamos admirados pelo profundo conhecimento teológico, pelo profundo
conhecimento do “Livro” e sua mensagem ao mesmo tempo que descreve a sua paixão
por Cristo e sua mensagem cheia de humor e sabedoria. No fim concordamos com
Félix, Jesus foi um humorista e a sua vida / lição está preenchida de comicidade,
humorismo y sátira.
Recomendo
a quem gosta de estudar o humor, a quem gosta de observar os evangelhos pela
seriedade da visão humorística, a quem queira conhecer com mais profundidade a mensagem
de optimismo dos evangelhos, que leia esta obra magistral. Não está traduzida
em português, mas o castelhano de Félix é acessível e muti compreensível.
Félix,
obrigado por esta licção.
E.book: https://www.amazon.fr/Jes%C3%BAs-humorista-Spanish-Caballero-Wang%C3%BCemert-ebook/dp/B07NWP91MF
Monday, July 01, 2019
Cartoonist dismissed after drawing Trump playing golf alongside immigrant corpses ..
Michael de Adder is
the author of the image that was not published in the press, but was disclosed
by the same in social networks, where he also revealed, via Twitter, that
several American and Canadian newspapers canceled their collaboration.
The cartoonist said
on Twitter that the various newspapers in the eastern province of New Brunswick
had dismissed him, but he did not explicitly attribute the publication's
decision to the release of Trump's cartoon.
In the image, the
photograph of Oscar Ramirez (25 years old) and his daughter, Valeria (23
months), who died drowned when they clandestinely crossed the Mexican-US
border, are replicated, but the cartoonist puts Trump, next to a golf cart , to
watch the corpses and to ask: "Do you mind if I continue to play?"
The shocking
photograph of the bodies found in Rio Grande was disclosed in the international
press on Wednesday.
In early June, the
American newspaper The New York Times announced that it has decided to end the
publication of cartoons in the international edition, following the controversy
involving a cartoon by the Portuguese cartoonist António, considered an
anti-Semite.



