Saturday, December 14, 2019

Merry Christmas and a Happy New Year 2020



La Policia Vasca contra una caricatura de Elihu Duayer Por Francisco Puñal Suárez



El dogmatismo, la incomprensión, la intolerancia y la censura siempre están al acecho del humor gráfico, porque no soportan su función crítica y desacralizadora. Ahora, una caricatura del dibujante brasileño Elihu Duayer ha desatado la ira del Sindicato de la Policía vasca, Ertzaintza, que pide su retirada de una expo en las cercanías de Bilbao. La viñeta en cuestión muestra a tres policías antidisturbios, armados con porras y fusiles, que se ríen de un libro titulado “Derechos Humanos”. ¿Por qué la Policía vasca se ha tomado a pecho esta caricatura? ¿Será acaso porque “al que le pica es porque ají come”? Según el razonamiento de este Sindicato policial, “están vulnerando nuestros derechos como policías con esa viñeta. Nos señalan a todos como torturadores». No entienden que la muestra «responde a una verdad que en algunos países del mundo sigue estando latente», expresan el Ayuntamiento de Getxo y Unesco Etxea, auspiciadores de la muestra, que se niegan a retirarla.
A una llamada de DosBufones.com, el autor de la caricatura, Elihu Duayer responde:
“Me gusta hacer viñetas porque es la forma que encontré para interactuar con el sistema, criticando, apoyando y denunciando lo que observo en la sociedad y la política de Brasil y el mundo”.
¿Qué le responderías a ese sindicato policial que quiere censurar tu dibujo?
“Eso sería más violencia policial … ja, ja, ja”.


¿Cómo creas los diseños que haces? ¿Cuál es su materia prima informativa?
“La base de mis caricaturas es principalmente la observación de eventos a mi alrededor y en todo el mundo. Comienzo el día informándome y actualizándome en los medios que tenemos hoy, que no son pocos. Las ideas se me ocurren de varias maneras. A veces de un golpe, la caricatura está lista. Pero a veces tengo que sentarme y pasar horas pensando hasta que encuentro la mejor solución”.


¿Por qué es importante el humor y la sátira en la sociedad? “El humor desempeña el papel de un espejo de la sociedad, nos ayuda a mirarnos a nosotros mismos, ver nuestros defectos y cualidades y reírnos de ellos, creo que siempre nos mejora un poco. Incluso si es una sonrisa con una caricatura sin compromiso”.
El autor: Elihu Duayer nació en enero de 1960 en la ciudad de Tombos, Minas Gerais. Cuando tenía cinco años su familia se mudó a Río de Janeiro, ciudad en la que vive desde entonces. Ha trabajado como diseñador y humorista gráfico. Se inició en el dibujo sin formación académica, pero poco después estudió en la Facultad de Artes Plásticas de Vincennes, Francia y en la Escuela Técnica de Artes Gráficas SENAI en Río de Janeiro
En los años 70 empezó publicando sus viñetas en Pasquin, Mad, Satus Humor, y en otros periódicos y revistas de Brasil.  En la década de los 80 publicó en periódicos y revistas como Libération (Francia), A Contrario (Brasil) e Informe de Kenia (África).
Trabajó en publicidad y en 2005 colaboró en el extinto Jornal do Brasil. Tras un tiempo sin actividad, en 2012 retomó el dibujo de viñetas. Ha expuesto sus obras en Grecia, Italia, Francia, Brasil, Portugal, Japón, Argentina, y otros países, donde ha obtenido premios y menciones en concursos de humor gráfico.


Sunday, December 08, 2019

1919 - História da arte da Caricatura de imprensa em Portugal por Osvaldo Macedo de Sousa

Em consequência da ditadura Sidonista, com uma reaproximação do regime aos monárquicos, o seu desaparecimento provoca uma maior convulsão nas bolsas resistentes da Monarquia, e  logo a 3 de Janeiro uma auto-proclamada Junta Militar do Norte lança um manifesto, reclamando-se continuadores do Sidonismo. A 19 de Janeiro é proclamada a reposição do regime monárquico no norte, tendo como Chefe da Junta Governativa do reino Paiva Couceiro.
No sul após muitas hesitações, os monárquicos instalam-se em Monsanto, mas são de imediato rechaçados. A 13 de Fevereiro também a "Monarquia do Norte" é derrotada, e a eventualidade de uma longa guerra civil desaparece.
O humor anedótico e brejeiro é uma das características do nosso povo, e de imediato surgiram canções como estas Fomos beber água ao rato / Iremos mijar ao Porto / Já cagamos no Monsanto / Na obra do «grande morto», ou Da pêra do Afonso Costa / Hei-de fazer um pincel / pala lavar o penico / Do Senhor D. Manuel.
O próprio rei D. Manuel, no exílio em Inglaterra manteve-se afastado destas revoltas, e destas movimentações, já que o seu desejo não era regressar pela força das armas, mas por um eventual desejo do povo português.
Regressa-se entretanto à instabilidade governativa, num verdadeiro rotativismo, não de partidos, mas de pessoas, de pastas, de primeiros-ministros… As greves voltam à sua rotina quotidiana, assim como as repressões policiais… Neste ano surge a Legião Vermelha, uma organização clandestina constituída por anarquistas que será responsável pela maior parte dos atentados e bombas ao longo da década de 20.
Em 1919 o Porto realiza o seu III Salão de Modernistas, em que os humoristas presentes perdem força, e onde as ousadias plásticas de um Eduardo Viana, as novidades de uma Mily Possoz e Alice Rey-Colaço atraem mais as atenções.
Contudo destaca-se a criação de um novo periódico humorístico "O Riso da Vitória", cujo parto Jorge Barradas deixou escrito em crónica no "Diário de Lisboa" de 21/5/1966: Em certa manhã do mês de Julho de 1919 acordei de súbito, como se me tivessem tocado com uma varinha luminosa. O motivo que provocara tão intempestivo despertar era imperioso.
Tratava-se de fazer um jornal humorístico, semanário ou quinzenário, em moldes diferentes dos habituais, a cara lavada, bem vestido e de boas maneiras; isto é, sem a grossa chalaça tanto ao gosto da época.
Para o conseguir era preciso o apoio de uma empresa.
Mas quem aceitaria arriscar-se no empreendimento ?
Nesse momento uma luzinha rompera a treva da minha indecisão.
Pensei em «A Vitória». Sim, «A Vitória», vespertino lançado numa hora clara por dois admiráveis jornalistas, Hermano Neves e Herculano Nunes.
O seu aspecto  gráfico, de feição inédita então, era garantia de que os seus lançadores acolheriam com agrado o meu intento. A tarefa tinha porém, de ser repartida por dois, posto que uma só não chegava para tanto.
Assim chamei em meu auxílio um moço, meu amigo e companheiro, Henrique Roldão de nome. Tinha tanta graça como caspa. Magriço, mal ajeitado, se o pusessem de braços abertos, cartola enfiada na cabeça, num campo semeado invadido por pardais, daria um autentico espantalho.
Aceitou ele com alvoroço o convite e assim lançámo-nos bem juntinhos a fabricar a coisa que tanto nos apaixonava.
Esboçamos um programa e uma maqueta; e , bem animosos, fomos expor aos bons amigos os planos da nossa empresa.
Aceitaram sem reservas com o que muito exultámos. O acolhimento deu-nos força  para nos entregarmos à tarefa. Levou horas, levou dias. Realizamos tal tarefa desinteressadamente porquanto não éramos remunerados.
Assim nasceu «O Riso da Vitória».
O Editorial de apresentação do jornal surge como uma reportagem a uma Corrida de Touros:
Acabaram as cortezias.
Mamã Vitória, vem entregar a farpa de cavaleiro ao seu filho O Riso que se prepara para a sorte de gaiola.
E enquanto os moços do curro enjaulam os bichos, O Riso ageitas a casaca bordada, vê se os pés se aguentam bem nos estribos e dando um piparote ao chapéu petulante, contempla a assistência do alto dum sorriso superior !
A Praça está repleta !
Nos logares ao Sol os que não percebem patavina de assunto, aguardam o estalar da farpa para ovacionarem o artista ou o trambulhão do cavalo para lhe desejarem as melhoras.
Na sombra, agitam-se os entendedores, os aficionados, os que perguntam de longe se o boi marra, os que dizem que a sorte foi mal rematada, mas que nunca viram senão do alto duma trincheira de dez metros o tamanho dum chavelho !
É a esses que O Riso vai dedicar a sorte !
A esses que badalam de longe o chocalho da incompetência, a esses que dizem que os artistas nacionais não valem um caracol sem casca, mas que nunca  deram sinais de si, a essa multidão que assobia e se enfada, que se volta para o parceiro do lado apontando a farpa caída, mas que finge não ver quando o ferro é bem colocado, a esses, é que O Riso com a petulância do seu feitio e o atrevimento da sua idade vai dedicar a garrocha com que pinchará o primeiro touro !
Pode o boi sair matreiro, como diz o rifão, mas, que diabo ! se não for à tira será à meia volta, o ferro tem que ficar cravado por força, ainda que com grave desgosto do bicho e da assistência !
Diz o anfarilho que as farpas são de surpreza, mas que em vez de passarinhos ou bandeiras, sairão gargalhadas, críticas, bocadinhos de veneno hilariante, traços de bom-humor que encherão a praça de comichões diabólicas !
Mas não se assustem os espectadores ! O Riso apenas de quinze em quinze dias irá à arena, não tem portanto o perigo de enfastiar demasiado !
O cartel é prometedor Da célebre lavradora Vida Portugueza sabe-se de ante-mão que os touros são puros e correm sempre a direito. Ás vezes lá parece um com crença, destes que se encostam às taboas de tal maneira que não há bandarilhas que lhe entrem com a pele, mas esse são muito raros.
Trazem todos a marca da casa e chamam-se "Snobismo", "Incúria", "Rotina", "Desleixo", etc., etc.
Já vê, pois o público que a lide vai ser famosa pois nem falta o Sol abrazador nem as moscas necessárias. No entanto será bom escolher um lugar distante não vá algum chavelhudo saltar a trincheira…
E agora que o cartaz está lido, vai principiar a corrida.
Deu sinal o cornetim luzitano !
- Ele aí está !!!
Só que a corrida será curta. Prossegue Jorge Barradas a história do jornal na sua crónica no "Diário de Lisboa" de 66: /…/ Stuart Carvalhais, Emmérico Nunes, Leal da Câmara e Menezes Ferreira honraram-nos com a sua colaboração, João Bastos com suas espirituosas Cartas da Rússia, arrancando gargalhadas que valiam como medalhas. Henrique Roldão, numa secção intitulada «No mesmo estilo…» imitava, com um humor admirável, o estilo dos escritores e poetas famosos desse tempo.
/…/ Apesar do acolhimento obtido, apesar do êxito enegável, "O Riso da Vitória" extinguia-se quando contemplara onze quinzenas.
A empresa, já em «deficit» não suportava o encargo. Henrique Roldão e eu tudo fizemos para aguentar o doentinho. O mal era de falência e assim morreu o nosso «Riso» sem ter conhecido a desejada «Vitória».
Foi um jornal diferente, com uma lufada de humor mais cosmopolita, e europeu. Era o desespero de lutar contra o academismo vigente, o desespero de sobreviver numa arte tão bem aceite pelo público, mas mal paga pelo mesmo público.
Vive-se então um momento crítico em todos os aspectos: políticos, sociais, económicos e estéticos. Como já referi, duas das figuras impares da irreverência estética morreram em 18, e em 19 mais duas figuras desaparecerão da cena nacional, uma definitivamente, outra temporariamente.
Christiano Cruz, que se tinha desgostado do meio artístico nacional, foi-se afastando da imprensa, participando esporádica e  distanciadamente nos Salões dos Modernistas, e mesmo do circulo irreverente do Chiado. Participou na Grande Guerra em 1917, onde foi gaseado.
Regressa, com curso de Veterinário na gaveta, questiona-se perante o futuro. Sacanisses de colegas em concursos para cartazes, e obras gráficas desgostam-no ainda mais. Como referirá Jorge Barradas quanto lamentamos que tal homem não possuísse a força precisa para aguentar os golpes traiçoeiros ou sofrer resignado os desenganos que tanto e tanto lhe enfraqueceram o ânimo. (Diário de Lisboa 29/11/63). Na realidade, os artistas não só tinham que lutar contra um público ignorante, e desinteressado culturalmente, como tinham que lutar por um lugar na imprensa, lutar contra as invejas, e os golpes baixos da sobrevivência mesquinha dos colegas.
Desiludido resolve partir para África, em comissão de Veterinário. Partiu para Moçambique, regressaria em 1921 para se casar, e voltar definitivamente para o exílio. Almada referiu-se a este abandono como um suicídio artístico. Na realidade, abandonou não só o meio artístico, como abandonou totalmente as artes, já que não aceitava ser um simples amador. Ao longo do restos dos seus quase trinta anos de vida posterior, fará meia dúzia de esboços. Esta atitude sempre me pareceu estranha, já que o artistas é normalmente uma pessoa que não para de rabiscar, de fazer croquis. O recusar-se a desenhar, como se fosse o abandono de um vício, de um tique sempre me pareceu estranho. Recentemente, falando com psicólogos, dizem que no seu quadro clínico de gaseado, não é anormal esta atitude, mas um reflexo… Permanecerá em África até 1949, quando morre, tornando-se numa figura de destaque na veterinária tropical. Para as artes, morre neste ano de 1919.
Almada Negreiros, que se considerou seu discípulo, também partirá de Portugal em 1919, seguindo para Espanha.
José Sobral de Almada Negreiros nasce a 7 de Abril de 1893 em São Tomé. Em 1900 é internado no Colégio dos Jesuítas de Campolide. Em 1910, devido à Republica, e consequente encerramento deste colégio, parte para Coimbra, onde estuda no Liceu local, e tem contacto com Luís Filipe, Correia Dias  e Christiano Cruz. Em 1911 regressa a Lisboa, para se inscrever na Escola Internacional de Lisboa, e data deste ano o seu primeiro desenho publicado, na revista "A Sátira" (nº4, 4/6/11).
Em 1912 cria na escola um jornal policopiado, de nome significativo "A Paródia", e desenha a sua primeira auto-caricatura, que deveria ter sido publicada no jornal de Coimbra "Briosa", mas que ficou inédita. Participa no Salão dos Humoristas, e alarga a sua colaboração aos jornais "A Bomba", "A Lucta", "A Manhã", "A Rajada", e em 13 aos jornais "Jornal de Arganil", "Século Cómico", "A Capital"… para em 1914 surgir como Director Artístico do "Papagaio Real".
Em 1913 realiza a sua primeira exposição individual, sendo apenas de desenhos de humor, a qual mereceu crítica de Fernando Pessoa. Uma crítica escrita sem ter visto a exposição, como reconheceu posteriormente o poeta, e onde este diz as maiores barbaridades sobre a arte do humor, demonstrando a sua total ignorância neste campo, e falta de sensibilidade. Fernando Pessoa escreve disparates como este: A arte chamada satírica é aquela cujo intuito consiste em traduzir um objecto, sem erro de tradução, para inferior de si-próprio. Baseia-se por isso  em um dos três sentimentos de onde essa intenção pode nascer - o ódio a aversão, o desprezo, e o interesse fútil e consciente de ser fútil, que é uma espécie de desprezo carinhoso. A revolta, o riso, o sorriso - eis as três manifestações que, consoante o sentimento gerador, tenta produzir com respeito ao objecto que trata. Toda a outra arte procura tornar o seu objecto superior a si-próprio, busca nele uma qualquer espécie de além - ele.
Desde que a intenção da arte deixe de ser o tornar o objecto superior a si-próprio, passa fatalmente a ser torná-lo inferior a si próprio, visto que a via média não existe, porque (pois que a arte é essencialmente interpretação) uma cousa é igual a si-própria nunca na arte, mas só na vida.
/…/ Almada Negreiros pertence aos satíricos que se aplicam a dar a futilidade das cousas. /…/ Que Almada Negreiros não é um génio - manifesta-se em não se manifestar. /…/
A seguir reconhece-lhe talento, e posteriormente com os anos reconhecer-lhe-á génio.
Entretanto a escrita surge como outra das suas manifestações criativas, seja para teatro, novela, e inclusive temas para bailados. A sua genialidade vai-se expandindo por todas as formas de expressão artística, numa postura de irreverência que ultrapassa sempre todos as ousadias, os sonhos, as posturas dos companheiros. Tendo partido como discípulo de Christiano Cruz, em breve ultrapassa o seu modernismo cezaniano, para se impor como Orphico, depois Futurista… Claro que isto tudo na escrita, nos manifestos (Manifesto anti-Dantas de 15, Ultimatum Futurista em 17…) na pintura, porque no desenho satírico, apesar de o seu traço desde logo apresentar características bem pessoais de irreverência, estão na linha geral dos modernistas, de Christiano.
Em 1919 parte para Madrid, e Paris. A sua partida, como já referi está integrada numa série de partidas, de desaparecimentos que encerram o ciclo plástico de década de dez. Contudo regressará no ano seguinte, para abrir uma nova década, onde a sua obra, e personalidade serão marcantes.


SATYRYKON – Legnica 2020 rules and regulations



I. Participation conditions
1. SATYRYKON 2020 International Exhibition is an open competition.
2. The objects of the competition are drawings, graphics and other works of fine arts and photography created with the use of optional techniques, being originals, completed within the recent two years (2019-2020), and qualified by artists to one of the following sections:
I – theme: SOLITUDE
II – SATIRE & JOKE
(drawings without captions are preferred)
3. WORKS AWARDED IN OTHER COMPETITIONS will be excluded from the SATYRYKON competition.
4. The format of works – maximum A3 (297 x 420 mm).
5. Works should be sent or delivered by February 3, 2020 (date of the postmark), packed in a protective cover, to:
SATYRYKON – Legnica 2020
International Exhibition
Chojnowska 2
59-220 Legnica
Poland
Organisers are not responsible for transport damages. THE PARTICIPANTS ARE KINDLY ASKED NOT TO POST THE WORKS VIA ELECTRONIC MEANS AS THESE WILL NOT BE ACCEPTED FOR THE COMPETITION.
6. Participation in the competition is free of charge. However, organisers reserve the right to include one of the submitted works in the Satyrykon Gallery. In this way, the work chosen by the author, will cover our postage costs. In case, it has not been selected by the author, the organisers will choose one of the works sent into the competition.
7. Works should be accompanied a short biographical note and a filled application form (PLEASE USE CAPITALS).
II. Prizes
1. Works for the competition will be qualified by the international Jury.
2. Jury will award the following prizes:
* Grand Prix SATYRYKON 2020  – pure gold key and purse amounting to 8,000  PLN
* 2 gold medals and purses amounting to 6.000  PLN each
* 2 silver medals and purses amounting to 5.500  PLN each
* 2 bronze medals and purses amounting to 5.000  PLN each
* and 4 special prizes amounting to 4.000  PLN each
* Director of Legnica Culture Centre in amount of 4,000 PLN award for a photography work
* Mayor of Legnica in amount of 4,000 PLN award
The organisers are expecting extra awards for laureates:
for the Author of THE BEST DEBUT and the Author of THE STUDENT DEBUT to be accompanied by a solo exhibition at the Satyrykon Gallery within the programme of SATYRYKON 2020 events.
Jury has the right of final distribution of the statutory prizes, i.e. to change their number, not to award them, or not to award the Grand Prix SATYRYKON. Jury’s decisions are final.
The competition results will be announced on March 2, 2020 at Satyrykon web site: www.satyrykon.pl
n o t e ! AWARDS ARE SUBJECT TO TAXATION ACCORDING TO THE CURRENT REGULATIONS. The condition to pay the authors is their arrival for the opening of the exhibition and their collecting the awards by December 15, 2020, or the awards can be transferred into a bank account in a currency specified by the author.
III. Participants’ privileges
1.  Authors of the works qualified to the exhibition are given a presentation copy of the exhibition catalogue and a free-of-charge place in the catalogue.
2. Organisers provide competition prize-winners with gratuitous participation in the SATYRYKON 2020 event on June 19-21, 2020.
3. Works sent to the exhibitions will be exhibited in Poland and abroad after the main exhibition, and then will be returned to their authors by the end of 2021. WE KINDLY ASK THE AUTHORS TO NOTIFY US ABOUT ANY CHANGES TO THEIR ADDRESS DATA – RETURN ADDRESS / PHONE / E-MAIL.
IV. Final provisions
1. Organisers reserve the right to use the sent works for SATYRYKON advertising purposes without any special fees paid to the authors: to be exhibited and reproduced in a variety of advertising materials, as well as printed and circulated in catalogues.
2. The prize-winning works become the property of the organisers and will be included in the collection of the Satyrykon Gallery.
3. The exhibition organisers are the final judges in interpretation of the regulations.
4. Sending her/his work the artist agrees to the mentioned above rules and regulations and agrees to publication of the author’s profile in the post-exhibition catalogue.
5.  Legnica Culture Centre (+4876 72-33-700; e-mail: lck@lck.art.pl) and Satyrykon Foundation (+48 76 852-23-44; e-mail: satyrykon@wp.pl – PL 59-220 Legnica, Chojnowska 2) – are organisers of the International Exhibition SATYRYKON – Legnica 2020.
S c h e d u l e:
*  Deadline for works reception February 3, 2020 (date of the postmark)
*  Jury meeting  February 21-23, 2020
*  Post-competition exhibition June 6 – August 30, 2020
*  Return of the works after the exhibition cycle December 31, 2021


Saturday, December 07, 2019

11th International Tourism Cartoon Competition (2019)





Theme: The theme of the competition in 2019 is: Airport.
Categories : Cartoons will be accepted in two sections:
Adult Category:  This category is open for the all of cartoonists who are 17 and older. Category should be noted when cartoons are submitting. Grand award, second award, third award, Professor Atila Özer recognition award and three mansions will be given in this section. Finalist cartoons in this section will be published in the album.
Young Category: This category is open for the cartoonists who are 16 and younger. Category should be noted when cartoons are submitting. Grand award and two achievement awards will be given in this section. Finalist cartoons in this section will be published in the album.
Important Dates
First Announcement: July 2019
Deadline for Submission:31 December 2019
Meeting of the pre-Selection Committee:25 January 2020 
Announcement of finalist cartoons (for possible objections): February 1 – 9, 2020  
Notification of Winners: April 2020
Awards: Category of Adult Cartoonists
The Grand Award: $1000
The Second Award: $600
The Third Award : $400
Professor Atila Özer Recognition Award: $1000
Category of Young Cartoonists: The Grand Award: $750
The Second Award: $500
The Third Award: $250
Evaluation Declarations: Works submitted to the competition will be evaluated in two stages.
1) In the first stage, all the works will be pre-evaluated at a meeting held by Pre-Evaluation Selection Committee members. At the end of this meeting, finalist works will be determined. No more than 1/5 of the works submitted to the competition will be taken for further evaluation.
2) Before continuing with the second stage, finalist works will be announced on the internet between 24 and 31 January 2019. Similar and copy works, plagiarism, previously awarded works, and other objections will be decided by the Pre-Evaluation Selection Committee members and due to the reasonable objections, on which the committee will reach a consensus, related works will be eliminated.
3) At the second stage, finalist works will be re-evaluated by Final Selection Committee Members. This time, evaluation will be done in two sub-stages. In the first stage, the number of finalist woks will be reduced to 45-50 and, in the last stage, winners will be determined.
4) Evaluation of the submitted works will be done based on three critical issues mentioned below.
- Selection and convenience of the topic,
- Quality of humor,
- Originality of drawing.
Submission Guidelines
1) The competition is open to all amateur and professional cartoonists.
2) Each performer is allowed to submit maximum three works.
3) The cartoons submitted to the competition may be prepared as original drawings, digital printings or computer printouts. The drawing technique is open-ended. Drawings may be colorful or black and white. On the other hand, performers are required to put signatures on their drawings.
4) Participants must write their names, surnames and addresses behind their drawings. Also, they must complete the Participant Information Form placed under submission page and send it together with their drawings.
5) Cartoons sent may be of the ones previously published somewhere but previously awarded cartoons are not allowed to submit.
6) Cartoons submitted for selection will be able to be printed in the publication of Anatolia Tourism Academy and in other printed materials of this organization such as books, catalogs, brochures, postcards, web sites and posters. All rights for any other publishing except these belong to the owner of drawing.
7) The cartoons that will be selected after the first evaluation will be announced between Februrary 1 and 9, 2019. The objections will took into account between Februrary 1 and 9, 2019.
8) Finalist cartoons will be published in the album. Cartoonists whose drawings published in this album will be sent a copy of the album.
9) Regardless of award-winning or taking place in the album, all the cartoons submitted for selection will not be returned.
10) All the cartoonists participated in the competition are implied to agree on the conditions and regulations of the competition.
11) Submission deadline is 31 December 2019.
12) The cartoons can be mailed to the below address:
Contact - For further information and cartoon mailings:
Prof. Dr. Nazmi KOZAK
Anadolu Üniversitesi
Turizm Fakültesi
Yunus Emre Kampüsü
26470 Eskişehir/TURKEY


The 16th International Cartoon Contest SYRIA 2020



مسابقة سورية الدولية السادسة عشرة  للكاريكاتور
The 16th International Cartoon Contest SYRIA 2020
Regulations
T h e m e s:
Cartoon Section:
Mask
Caricature Section:
SYRIAN Writer and Poet : Mohammad Almaghout (1934- 2006)
he has pioneer contributions to the history of the Syrian contemporary  poetry Movement as an immortal writer .

N o t e :
1-Each participant can send maximum 2 artworks
2-  A cartoon must not have won an appraisal at previous competitions
3- The cartoons must not contain text.
Drawings can also be made digitally.

A3, 200 dpi, JPG/JPEG and free techniques.
• Deadline: 5 January 2020
• Prizes: Golden, Silver, Bronze and 5 Special Prizes.
• Jury members will be considered as participants in the exhibition
and represent their own countries.
Their names will be automatically added to the List of Participants
(They will participate only in exhibition,
Not in contest (just honorary participation).
• Cartoons can be used for any promotion purposes
(Printing, websites, Newspapers, posters, invitation cards....etc)
without the permission of the artist and without any payment.
• Cartoons must be sent to:
syriacartoon@gmail.com
Syria Cartoon website:
www.raedcartoon.com
Thank you for participation
RAED KHALIL

مسابقة سورية الدولية السادسة عشرة  للكاريكاتور
المواضيع
موضوع : القناع
قسم البروتريه
بورتريه الشاعر والكاتب المسرحي السوري محمد الماغوط
الشــروط
يمكن المشاركة  بعملين فقط
الصيغة JPEG، و 200 dpi
حجم اللوحة 29×42 سم
ملحوظةيجب أن تكون الأعمال جديدة غير مشاركة في مسابقات أخرى
الموعد النهائي: 2020/1/5
ستوزع العديد من الجوائز الذهبية والفضية والبرونزية و5 جوائز خاصة
تستخدم أعمال الفنانين المشاركة في البوسترات
والمجلات والصحف والمواقع الالكترونية السورية
دون إذن مسبق بهدف الترويج دون لقاء مادي

ترسل الرسوم إلى البريد التالي
syriacartoon@gmail.com
تنشر النتائج في
موقع الكاريكاتور السوري
www.raedcartoon.com
شكراً للمشاركين جميعاً
رائد خليل
Director| Raed Khalil

موقع الكاريكاتور السوري الدولي
مدير الموقع: رسام الكاريكاتور السوري رائد خليل
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