Wednesday, June 23, 2021

10th GIN-UAH Graphic Humour Competition - Spain 2021


The GIN Foundation, the Quevedo Institute of the Arts of Humour (IQH) and the Vice-Rectorate for Research and Transfer of the University of Alcalá announce the 10th GIN-UAH Graphic Humour Contest, with the following rules:

PARTICIPATION: The competition is open to anyone wishing to participate, either individually or jointly as writer and illustrator, in any of the following three categories:

   - Professional: They must include a short biography and a link to prove that they publish or have published in a permanent medium.

   - Amateurs.

   - UAH-FGUA. UAH staff and students. 

HUMOUR AND SUBJECT: The entries must be humorous in intention. The subject is Science/Research.

FORMAT and LENGTH: Submissions must be in paper or in digital format. The work must be publishable on paper: cartoon, strip, page of comic…and must be signed.

Maximum size: A4. Digital entries must be sent in JPG at 300dpi. 

LANGUAGE: Works in any of the official languages of Spain are accepted. Those coming from outside Spain and containing text must be labelled in Spanish.

Nº OF WORKS AND ORIGINALITY: Each participant may submit up to four entries. All entries must be unpublished work.

SUBMISSION: The deadline for submission of entries is July 18, 2021. Originals, reproductions and digital works are accepted. Works that are not returned will be added to the FGUA’s Graphic Humour Documentation Centre of the Quevedo Institute of the Arts of Humour. In the case of originals, the author may request a certificate of donation.

Submission of physical entries:

CONCURSO GIN-UAH. Ciencia/Investigación

Instituto Quevedo de las Artes del Humor (FGUA)

Calle Nueva nº 4.

28801 Alcalá de Henares (Madrid)

Submission of digital entries: by email or WeTransfer to gin@iqh.es.

Along with the work, the following details must be supplied: Name and surname, telephone number, date of birth, complete mailing address and e-mail address. Category of the entry. 

PRIZES: The GIN Graphic Humour Competition awards two prizes in each category worth the following amounts (gross):

   - Professional:

        1st prize: 2000 euros.

        2nd prize: 1000 euros

   - Amateurs

        1st prize: 500 euros.

        2nd prize: 250 euros

   - UAH:

        1st prize: 500 euros.

        2nd prize: 250 euros

The prize-winning works, as well as a selection of other entries, will be published on the iqh.es and humoristan.org websites. 

JURY: The jury of the GIN-UAH Graphic Humour Competition will be composed of members of the Quevedo Institute of the Arts of Humour of the FGUA, the Vice-Rectorate for Research and Transfer of the UAH and the GIN Foundation.

The jury reserves the right to declare any of the prizes void or to propose a reallocation of the prizes available.

The jury’s decision will be made within 3 months after the deadline for entries.

The decision will be communicated to the winners and published on the iqh.es and humoristan.org websites.

Participation in this competition entails acceptance of these rules, as well as the author’s express permission to the organization to use her/his work, provided that his or her name appears and the aim is to disseminate activities in the field of humour and scientific dissemination, without generating any obligation whatsoever with regard to the author.

The organization reserves the right, if necessary, to introduce those modifications it deems necessary for the smooth running of the competition.

The organization is not liable for the works submitted to the competition.

The best works will be part of an exhibition to be held throughout 2022, organized by the Vice-Rectorate for Research and Transfer of the UAH, the Quevedo Institute of the Arts of Humour of the FGUA and the GIN Foundation.


Tuesday, June 22, 2021

Consurco CaruCaruso 2021








 


Manuela Santos a “O Dia” – Gosto de ir ao fundo das coisas com todas as consequências» por Osvaldo Macedo de Sousa in «O Dia» de 2/8/1987

Acusada de ter um temperamento não dócil, nem sempre acarinhada pela crítica, a cantora Manuela Santos é uma artista que não deve a sua carreira a niguém, apenas à sua perseverança e suor. Se não tem uma voz lírica que a projecte no estrelado internacional, ninguém lhe pode negar o calor do seu timbre de mezzo de coloratura, a força interpretativa com que canta as palavras, a actriz que é nos simples movimentos. Os espectáculos, nem sempre mantêm a regularidade necessária a qualquer profissional e se passa meses ausente, outros há em que surge diariamente como é o caso desta semana, participando em quatro espectáculos com três programas diferentes: «Serestas» de Villa-Lobos (Festival Costa do Sol), um espectáculo magnifico; «Espírito de Contradição» (Teatro de São Carlos) num papel não adequado à sua voz e consequentemente prejudicial e ontem à noite «Pierrot Lunaire» de Schöenberg (Festival dos Capuchos) na Central Tejo de Belém, a primeira vez que esta obra foi realizada apenas por portugueses.

 

OMS – A sua carreira não tem sido fácil: isso leva-me a perguntar-lhe como vê a vida de cantor em Portugal?

Manuela Santos - «Sem querer personalizar as dificuldades, acho que logo à partida existe uma deficiência de ensino, há falta de professores, falta de uma preparação paralela, falta de uma preparação paralela á técnica de canto. Para além de se ter que aprender a utilizar o instrumento tecnicamente, tem que se saber o que é interpretação, conhecer e saber escolher o reportório e sua característica estilísticas, ter cultura geral. Qualquer obra que se cante, seja lied, oratória, ópera, modinhas… tudo tem que ser espectáculo, antes de tudo. Para isso, o instrumentalista / cantor tem que estar na posse da sua dimensão dramática. Saídos dos Conservatórios, sem qualquer tipo de experiência, os artistas podem audacionar para as duas únicas instituições produtoras de espectáculos e postos de trabalho – Gulbenkian e São Carlos. Se conseguem ser chamados e bem sucedidos, eventualmente podem ser chamados de novo; senão, tem que esperar e repetir o processo; porém, no melhor dos casos, não cobseguem melhor que uma ou duas participações anuais, que obviamente não chegam para um artista sobreviver.

É que para além da falta de preparação, há também falta de mercado. Seria necessário criar outras alternativas como uma Ópera Estúdio, uma Companhia de Opereta… Por outro lado o Mecenato, em vez de apoiar quem já tem dinheiro, devia dar de facto possibilidades aos próprios cantores para organizarem espectáculos seus, como aconteceu com «Um Serão à Moda Antiga», apoiado pela Cerveja Bohémia.

Se o artista não tem possibilidades de substituir, restam-lhe apenas duas hipóteses: um outro emprego, passando o canto a ser actividade secundária com toda a carga negativa que isso implica, ou concorrer para o lugar de coralista, esperando a possibilidade de ser chamado para fazer pequenos papéis, nem sempre adquados à sua voz.

OMS – Só que Manuela Santos não é pessoa que fique à espera…

Manuela Santos – Á partida, cono não sou convidada regularmente pelas entidades produtoras tomo a iniciativa  de me produzir, por vezes com um saldo financeiro negativo, porque gosto que haja qualidade nos factos, no envolvimento.

O tipo de espectáculos, tem a ver com a minha ideia do que poderia ser a «educação» e cativação de um público. Diz-se, nos meios musicais eruditos que não há mais público que as três récitas do Teatro de São Carlos, mas se isso é verdade, é porque durante muitos anos se viveu de um público fixo, esquecendo que a população evoluiu e não se esteve atento às solicitações desse novo público. Os centros eruditos fecharam-se em si mesmos, em vez de irem ao encontro da juventude. A proposta dos meus espectáculos é, através de obras mais acessíveis, familiarizar o público com essa raça desconhecida e estranha, que são os cantores de «Ópera», indo ter com eles aos locais onde estão e dar-lhes sempre em envolvimento visual.

OMS – Como aconteceu esta sobrecarga de trabalho nesta semana?

Manuela Santos – É o aproveitar as oportunidades que surgem, por casualidades e o medo de que, na minha posição de coralsta que pretende ser solista, a atitute de recusar um papel oferecido, apesar de desfavorável à minha voz, fizesse o Teatro fechar-me as portas a outros trabalhos.

OMS – Em contrapartida as «Serestas»…

Manuela Santos – Foi uma surpresa muito agradável, primeiro por ter sido convidada a participar no Festival da Costa do Sol, segundo por se tratar de um tipo de música que me agrada muito, ser Villa-Lobos e em português, embora as «Serestas» fossem um reportório desconhecido para mim. Mas a maior surpresa de todas e sem dúvida a mais agradáve foi o facto de, apesar de ter apenas três ensaios com o pianista Robert Szidon (especialista em Villa-Lobos), este tem afirmado que tinha encontrado pela primeira vez cantoras que fizessem a integral das «Serestas» e com o rigor de estilo necessário.

OMS – E o «Pierrot Lunaire» como surgiu?

Manuela Santos – A proposta foi-me feita há um ano pelo pianista João Paulo Santos, quando este foi convidado a dirigir esta obra no Festival dos capuchos. Se o João Paulo me convidou, uma das razões, foi a de , seundo palavras dele «ser uma cantora que não tem medo de “estranhar” a voz». De facto o Pierrot Lunaire é uma obra muito especial, pois tem que se ir até ao fundo das coisas, com todas as consequências. Muitos cantores, quiçá por conceitos de técnica  erradas, ou por defesa pessoal, cometem, quanto a mim, o erro de sacrificarem o personagem e o espectáculo no qual estão envolvidos, à sua comodidade vocal – não confundir incomodidade de tessitura, destruidora de uma voz e incomodidade vocal como entrega. O meu objectivo é sempre o de salvaguardar a integridade do espectáculo como um todo, mesmo que eu arrisque a minha “garganta”.

OMS – O facto de ser a primeira vez que é apresentado só por portugueses, não especialistas, isso não a assusta?

Manuela Santos – Antes pelo contrário, é uma coisa que me atrai. Talvez seja um trauma meu, mas quanto mais desconhecidas mais me fascinam, sobretudo porque, apesar do seu extremo rigor de escrita e, consequentemente de condicionalismo, permite um enorme campo de busca e interpretação pessoal.

OMS – É conhecida por se apaixonar pelas obras em que entra…

Manuela Santos – Não sei se sou conhecida por isso, mas é um facto e tem a ver com o que eu disse anteriormente, que o espectáculo só pode ser feito através da compreensão que cada artista tem do seu personagem, e da forma  como este se integra no espectáculo. Não me interesso apenas pelas coisas que dizem respeito ao meu papel, pelo contrário, assisto sempre ao trabalho feito com tofod os outros personagens.

OMS – Na nota distribuida à imprensa di-se que o Pierrot é feito numa versão não cantada, antes recitada, parecendo que não é a versão de Schöenberg…

Manuela Santos – Eu de facto não sou especialista, mas creio que não se deve dizer uma coisa, nem outra. De facto não é cantada segundo o conceito tradicional que se tem do canto, mas obedece a uma melodia e a um ritmo rigorosamente escrito, o que está em oposição ao que se pode chamar recitar um poema. Creio que o próprio Schöenberg, sabendo o que queria, tinha dificuldade de designar com exactidão este estilo de canto/fala.

OMS – Como é o futuro?

Manuela Santos – Existem várias propostas para repetir este espectáculo, mas em Portugal só acredito no momento em que as coisas acontecem (Este «Pierrot Lunaire» acabaria por ser gravado pela RTP e transmitido com realização de Carlos Barradas). Em Ourubro participo em mais um espectáculo do Centenário de Stuart Carvalhais e o resto é uma enorme incógnita.

Espero que o Teatro de São carlos tenha em conta o meu esforço e me dê uma oportunidade adequada à minha voz,  e estou aberta a todas as propostas que me queiram fazer, não exclusivamente no domínio do cantoo, mas também como actriz Se entretanto nã me conseguir afirmar como cantora preferirei consagrar-me, de novo e definitivamente ao Teatro declamado e aos meus espectáculos particulares

(Para além de vários espectáculos de teatro fará filmes e telenovelas como «A Roseira Brava»…)


Monday, June 21, 2021

Spirito di Vino 2021 - 22° International Competition for cartoonists on the world of wine

 


How to participate

Italian and foreign artists can participate in the competition, only individually, from 18 years of age in 2021. Participants will be divided into two categories: from 18 to 35 years, under section, and from 36 years, over section.The satirical illustrations can be made manually in any technique, in black and white or in color, exclusively in A3 format with the addition of 1 cm of outer edge. Each participant can only submit one work. The images must be original and autographed, signed in a non-invasive manner with © Name and Surname of the author positioned in the corners of the work or on the back. The jury will also evaluate any digitally created works. The duration of the competition is scheduled from Sunday, May 30 to Saturday, October 16, 2021.

In order to participate at the contest, you need to:

·                     Fill in the "REGISTRATION FORM"

·                     Download and complete this "PARTICIPATION FORM"

·                     Send the original work adequately protected and accompanied by the application form filled out in its entirety and signed to the following address by no later than midnight on October 16, 2021: Movimento Turismo del Vino Friuli Venezia Giulia

Via del Partidor, 7 – 33100 Udine

Italy

At the same time, the work must also be uploaded on the website www.spiritodivino.cloud, together with the participation form, in jpg format in high resolution (300 dpi).
The original documents received after the deadline will not be accepted. No responsibility will be attributed to the organizers for any deterioration and / or damage suffered by the works sent by courier or for any other problem arising from the delivery of the works (delays, missed deliveries, etc.) 

Art. 1 – Subject of the competition Movimento Turismo del Vino Friuli Venezia Giulia holds a competition called “Spirito di Vino” to award prizes to authors of satirical cartoons focussing on the world of wine and wine culture. The participation to the competition is free of charge.

Art. 2 – Participation to the competition The competition is open to artists coming from Italy and abroad, exclusively on an individual basis, over 18 years old (who turn 18 in 2021 and above). Participants will be split into two categories: the “under”, from 18 to 35 years old, and the “over”, above 36 years old.

Art. 3 – Work format and requirements The satirical cartoons can be drawn manually with any technique, black and white or colour, only in A3 format with 1 cm of external border. Each participant is entitled to only submit one work. The works shall be sent as hard copies and signed in a non invasive way with ©Name and Surname of the author in the corner (front) or in the back of the page.

Art. 4 – Deadline and submission of the works The works can be submitted from from Sunday 30 May to Saturday 16 October 2021. To take part to the competition, the cartoonists need to register in the competition section of the website www.spiritodivino.cloud, download the competition rules, as well as the registration form. The hard copies of the works shall be sent (properly protected) by registered mail, together with a signed copy of the registration form filled in every section, to the following address:

Movimento Turismo del Vino Friuli Venezia Giulia, Via del Partidor, 7 – 33100 Udine (Italy)

Only the works delivered within Saturday 16 October midnight will be accepted.
In addition, the works shall also be uploaded on the website www.spiritodivino.cloud, together with the registration form, in jpg and high resolution (300 dpi) format. The hard copies received after the aforementioned deadline will not be accepted. The organisers have no liability for any deterioration and/or damage to the works sent by mail or resulting from any other issue connected to the submission of the works (delays, no delivery, etc.).

Art. 5 – Return of the works The hard copies of the works will not be returned.

Art. 6 – Exclusion The works that do not comply with the rules stipulated by art 1, 2, 3, 4 will not be accepted.

Art. 7 – Members of the jury Movimento Turismo del Vino selected a jury made of great masters of the Italian satire, such as Giorgio Forattini, Alfio Krancic, Emilio Giannelli, Valerio Marini and other leading personalities from the world of cartoons, graphics and food&wine. The decisions of the jury are unquestionable and irrevocable. The jury will assess the capacity of the cartoonists to best interpret the proposed topic showing their manual designing skills, creativity and a precise technique. The works drawn using digital techniques will also be taken into consideration.

Art. 8 – Prizes The prizes up for grabs for the three winners will be distributed as follows

1° prize - “under”: 78 bottles

2° prize - “under”: 54 bottles

3° prize - “under”: 30 bottles

1° prize - “over”: 78 bottles

2° prize - “over”: 54 bottles

3° prize - “over”: 30 bottles

Art. 9 – Awarding ceremony and exhibition Due to the current situation we cannot guarantee the chosen pieces will be exhibited or awards will be presented in person. Further details will be sent to those selected as soon as possible.

Art. 10 – Copyright By participating in the competition, the cartoonists grant Movimento Turismo del Vino the non-exclusive right to reproduce, publicise and promote the works – with the sole obligation to mention the author – on digital material (websites, social networks, TV programmes, online magazines, etc.), on any material connected to the competition (brochures, flyers, folders, invitations, billboards, shoppers, etc.), on the catalogue of the exhibition, as well as on postcards, calendars and posters. This list is not complete and just gives some examples of the possible ways in which the organisers are entitled to use the works. The use of the aforementioned works by the organisers does not entitle the cartoonists to claim any income. The participants guarantee that they are the authors of the submitted works, explicitly lifting and removing any liability from the organisers in case any compensation is claimed by third parties for any circumstance. Such authors declare, taking full civil and criminal liability, that the submitted works do not violate the relevant legislation.

Art. 11 – Approval of the competition rules By participating to the competition, the artists declare that they fully acknowledge and accept all the conditions and clauses illustrated in this document.


Sunday, June 20, 2021

4th CARTUNION International Cartoon Contest "Just Funny!"-2021, Russia

 


the web forum CARTUNION was created 15 years ago to keep cartoonists happy. Because if cartoonists are happy then all the readers are happy, then everybody feels good. That was the goal.

After 15 years of discussing the art of cartooning one thing became clear: cartoonists as all other human beings need to have fun. So, let's celebrate the forum's 15-th anniversary with the funny cartoon contest! The International Jury: Vasiliy Alexandrov (Russia), Andrey Feldshteyn (USA), Yuri Manaev (Russia), Ivailo Tsvetkov (Bulgaria), Mikhail Zlatkovsky (Russia) will choose the best cartoons.

1. The theme for the 4th CARTUNION Cartoon Contest is: "Just Funny!" Please send us really funny cartoons which make you laugh.

2. Anybody can participate in the contest if he or she is older than eighteen years of age.

3. Three prizes will be awarded: a first prize of $700, a second prize of $500 and a third prize of $300. All sums are in US dollars. Ten additional cartoons will receive the Honors Diplomas (in electronic form).

4. Participants may submit up to three cartoons. Please do not submit works already awarded at any other cartoon contests.

5. The cartoon format should be A4 (21 x 29.7 cm), JPG, RGB, resolution 300 dpi. The maximum size for a single file is 3 MB.

6. Please send submission by e-mail to: justfunnycartoon@gmail.com

7. The participant name, address, telephone and short biography should be included in submission.

8. Please write your name and country in the "Subject" line of your email submission (Smith_Australia).

9. Please name the submitted files as follows: Last Name_First Name_Country_work number (Smith_John_Australia_2).

10. By entering the contest, participant confirms that he or she is the author of the works and agrees that the Contest Organizer has the right to publish works on the Internet or other media, as well as to use them in any other way without restriction. By sending works, author agrees that Contest Organizer has the right to reproduce copies free of charge for publication on electronic resources, in print media and other sources without additional approvals and rewards. The work submitted to the Contest must not violate copyrights or infringe on the rights of others, violate confidentiality or contain defamation and insult against any company or person. The Contest Organizer will not be held liable if the participants do not take these rules into account. Participants pledge to release the Organizer in case of any claims by third parties which may arise if these conditions are not met.

11. The Jury of the Contest is not responsible for cases of plagiarism and is expecting that cartoonists will help the Jury to identify such works. Shortlist of award nominees will be shown to the general public shortly before the final results are announced.

12. The contest catalog will be posted online.

13. The deadline for entries is Friday, August 20, 2021. The results will be announced in September of 2021.

14. The Contest Organizer is International Forum Cartunion, Forum Administrator is Andrey Feldshteyn (USA).


«História da Arte da Caricatura de Imprensa em Portugal - 1945» Por Osvaldo Macedo de Sousa

1945 

"Stuart Carvalhais começa hoje a trabalhar em «Os Ridículos» é a boa notícia publicada a 24 de Janeiro naquele hebdomadário: … o inimitável Stuart. o artista-boémio que, noutro país, seria rico de dinheiro como é em génio começa, a partir de hoje, a trabalhar no nosso jornal, alternando, nos desenhos da primeira página, com Alonso, o nosso brilhante desenhador.

Na realidade é a passagem de testemunho progressivo, após mais de duas décadas de predomínio nas primeiras páginas. Sem desprimor para Alonso, inicia-se então uma das melhores fases de "Os Ridículos", e uma fase onde finalmente Stuart encontra uma estabilidade económica. A sua boémia, e as doenças da velhice é que acabarão por o atraiçoar de tempos a tempos, impedindo-lhe a fidelidade semanal aos seus leitores deste jornal.

A velhice da "velha guarda" do humor nacional é um facto irrecusável, e alguns artistas preparam já a sobrevivência da sua obra pós-mortem.

A instituição Museu, tem sido algo bastante distanciada do humor gráfico. Com muito custo pessoal, e muita luta para que as entidades oficiais aceitassem, conseguiu-se na década de vinte criar finalmente o Museu Raphael Bordallo Pinheiro. Um espaço que, apesar de ter sido uma oferta, raramente tem sido acarinhado, e dignificado o seu património, sua função de casa do humor, dinamizadora de uma arte. Neste ano de 45, Leal da Câmara tenta criar o seu próprio Museu, inaugurando a 16 de Setembro o Atelier-Museu, na sua residência na Rinchoa. Abre assim o seu espaço, a sua obra ao público. Essa vontade de criar um polo de dinamização do humor foi posteriormente continuada pela sua viúva D. Júlia Azevedo, que em 56, e reafirmado em 65 doa toda a obra e espaço à Câmara Municipal de Sintra como depositária, e animadora do espaço, que é hoje a Casa-Museu Leal da Câmara

A 12 de Julho, mais por iniciativa do juiz Dr. Luís de Oliveira Guimarães, mas em nome do "Grupo de Humoristas Raphael Bordallo", realizou-se na Sociedade Nacional de Belas Artes em Lisboa uma “sessão humorística” em torno do personagem caricatural «Conselheiro Acácio». Segundo relato do organizador foi uma iniciativa que atraiu muito público, ao ponto deste já nem conseguir entrar no edifício. Houve vários oradores, que fizeram conferências, que leram textos de outros autores, com caricaturistas a ilustrarem ao vivo os textos... Segundo a imprensa Mais de mil pessoas assistiram, uma noite destas (in "República" de 17/7/45), na Sociedade Nacional de Belas Artes, à sessão solene de homenagem … a sua excelência o senhor «Conselheiro Acácio».

Tantas e tantas pessoas ali afluíram que se fez mester deitar abaixo uma armação divisória - tornando assim mais amplo o espaço para quantos, rendidos à evidência das qualidades eminentes da distinguida personalidade, desejaram ofertar o concurso da sua presença a tão justa e significativa manifestação.

Falaram diversos oradores, entre eles o autor do livro que ora vem do prelo. Fizeram-se altas afirmações que foram, de pois motivo de profundos comentários, e na assistência, visivelmente comovida, houve quem desse largas às fraquezas do coração. Em muitos olhos, olhos de respeitáveis cidadãos que por mera coincidência não eram «Acácios», viam-se lágrimas de enternecimento, a cair a fio.

O sr. «conselheiro Acácio», por motivos graves que justificou plenamente, não pode comparecer mas ficou vaga a cadeira da presidência que ele devia ocupar - lindo gesto ! - e fizeram-se representar alguns parentes. Com isto se dá satisfação àquele senhor que a certa altura, em presença dos gestos eloquentes de tantos oradores brilhantes, perguntava ao vizinho - «quem é que estava ali da família…»

A homenagem foi, pois, um acontecimento. Civilizados e iluminados discursos, inauguração de um busto e, principalmente muita erudição… /…/ aqui aconselhamos a leitura do livro do nosso prezado colaborador sr. dr. Luíz de Oliveira Guimarães, O Conselheiro Acácio, último retoque, digamos na cúpula do edifício erguido em honra do virtuoso cidadão há poucos dias homenageado… 200 páginas repletas de conceitos que obrigam a séria cogitações - brilhante colaboração de muitos nomes ilustres nas letras e nas artes - inspirados na larga projecção da imortal personagem criada (?) pelo génio de Eça…

Na realidade este livro, se foi impresso, nunca chegou às livrarias, ao público, já que a Pide à saída da tipografia, confiscou todos os livros, provas, originais... e queimou-o em auto-de-fé.

Esta era apenas uma manifestação humorística, que não visava ninguém em concreto, mas a polícia, que suspeitava de todos os artifícios com que normalmente os artistas ludibriavam a censura, considerou ela que o Conselheiro Acácio era o Salazar. Eles lá tinham as suas razões para acreditar nisso...

Ramada Curto também lá esteve, e deixou-nos o seu relato no "Jornal de Notícias" (de 18/7): Na quinta-feira passada realizou-se no grande Salão de festas e exposições da SNBA uma sessão solene em homenagem à memória do Conselheiro Acácio, a personagem já agora clássica, do Primo Basílio do Eça, promovida pelo grupo de escritores e Artistas que sob a invocação do nome de Bordallo cultivam o humorismo /…/ O "humour" é um género especial de graça, previndo de Inglaterra e que. adoptado em diversos países, em cada País reveste no entanto o jeito característico, o feitio rácico, a maneira própria dos que a cultivam.

/…/ Em Portugal há a boa «chalaça» portuguesa e a «piada» de café, dos cafés de Lisboa e Porto, por vezes admirável, sintéticas, genial, a mais fácil produção de um povo que se vinga da sornice e pelintrice da vida e que, não havendo já Índias nem Brasis a descobrir, descobre que, para descansar de tanta epopeia, o melhor que tem a fazer, é rir-se.

/…/ Que bela disposição a da assistência ! E note-se que além de ser muita gente, - um casarão cheio hasta los topes, com cachos humanos pendurados das galerias da casa e outros que não passavam da porta por não caber - além de muita, a gente era composta. Havia de tudo, povo, nobreza - até clero. Dois respeitáveis e simpáticos eclesiásticos notei eu, nas primeiras filas, que se torciam de puro gozo, a cada boa piada dirigida à imperecível e mortal figura do Conselheiro Acácio. Pairava qualquer coisa no ar. Sentia-se uma atitude comum, na receptividade de toda aquela gente. O sucesso não foi dos oradores nem dos caricaturistas. Foi da assistência. Já vinha feito de casa. Sentia-se que todas essas senhoras e esses homens - comerciantes, letrados, populares, oficiais, casados, solteiros e mesmo em qualquer outro estado - ansiavam por ouvir falar d'Acácio, por ouvir «piadas» ao Conselheiro, por saborear «boutades» com duplo sentido - por desopilar, rir, ter opiniões críticas, nem que fosse expressas em gargalhadas !

E verifiquei como uma figura literária, imaginada apenas por um ironista de génio, tinha na alma duma multidão uma existência tão real como, se em verdade, fosse de carne e osso e morasse à esquina da rua! Espantoso poder o da criação literária ! Como Quixote pode ser uma realidade gloriosa, nas imaginações !

Como Acácio pode ser uma pessoa viva em Portugal ! Se, no fim da sessão, dessem àqueles espectadores todos, bolas de pano para bombardear o busto caricatural do Conselheiro, apesar deste busto ser uma maravilha de talento satírico de Júlio Rocha Dinis, teria ficado em cacos.

A eternidade d'Acácio está assegurada. E o povo regala-se de fazer pied-de-nez ao Conselheiro !

Iniciamos este ano falando dos "Ridículos", e terminamos n' "A Voz dos Ridículos". É assim  que se chama o programa humorístico que nasceu a 17/4/1945 na Portuense Rádio Clube. Criada pelos criativos João Manuel e Mena Matos, sobreviveram aos tempos até aos dias de hoje, sendo o programa com maior duração em portugal, não só no humor, mas em toda a história da Rádio. Devido a problemas com a censura, a qual fechou a emissora em 1950, mas eles mudaram-se para a Ideal Rádio, depois para os Emissores do Norte Reunidos, Rádio Comercial Norte, para ainda agora estarem na Festival.

Em entrevista ao "Diário de Notícias" de 21/4/1996, o fundador João Manuel recorda : A Censura estava sempre à porta. Nunca tivemos medo, nunca o medo e o ódio estiveram nos nossos programas. Fazíamos trocadilhos com os nomes: o Oliveira Sol a Dar, aquele da terra de santa Maria do Dão, e os vermelhos, que eram apenas jogadores do Benfica… Por este programa passaram todos os principais guionistas humorísticos do norte, e do sul.


Saturday, June 19, 2021

The 6th International Caricature Competition, Kolasin 2021


Rules: 

CONTEST THEME: Hrabrost /Courage, Bravery, and FREE theme.

The participants can send a maximum of 3 works per one theme to compete (six works in total).

There must be full name and country of the author, and number of the works on each work. For example: JOHN SMITH USA 1, JOHN SMITH USA 2 ...

The theme of this year's festival is "courage, bravery." Man is an imperfect being and lives with fears.

Can a man be free and just if he does not have the courage? Can he achieve his goals if he is not brave? Is courage madness or the strength of man? Man is surrounded by various dangers, trials, torments, diseases, wars, violence and injustices... Can a man overcome all this if he does not have the courage? Does courage make him stronger and more just? In the end, can a man be an upright, proud, free and conscious being if he does not have the courage?

Artists from all over the world will respond to this given topic through cartoon and strong messages. The best works will travel the world and send a message around the planet. We will award the best works with the First, Second and Third prizes, which will be in cash and in the form of trophies and diplomas. We will also award seven special prizes - diplomas.

There is a prejudice about TECHNIQUE AND SIZE : Free

All entries must be send on the post address: By post: Centar za kulturu Kolasin 81210, Crna Gora -Montenegro ,za medjunarodni festival karikature

Or  e -mail : festivalkarikature@opstinakolasin.me 

PRIZES:

FIRST PRIZE:  500 Euro, Diploma

SECOND PRIZE: 300 Euro, Diploma

THIRD PRIZE: 200 Euro, Diploma

Seven special prizes –Honorable mention of the salon.

DEADLINE: july 20, 2021.

The international jury will choose the cartoons.

THE DECISION of the jury will be published on the july 22, on all cartoon websites.

Winners will be officially announced and will take place in the Cultural Center in Kolašin. Award ceremony will be on August, 5th 2021, at 20h in the Cultural center Kolasin.

Festival organizer: JU Culture center Kolasin and

Darko Drljevic , free artist .

General sponsor: Municipality Kolašin


«Fernando Gomes, um Senhor do teatro: “Só faço humor com o que gosto”» por Osvaldo Macedo de Sousa in «O Dia» de 12/12/1987

  Há Gomes e Gomes, uns famosos, outros nem tanto. Uns com génio em Botas de Ouro futebolísticas, outros com o génio a transbordar de todo o corpo e mente, desde as botas ao chapéu, numa expressão de teatralidade, porque tudo é espectáculo. Ambos os esboçados são do Porto, mas de quem na verdade queremos falar é do artista que está neste momento no Teatro do Século, num «Metro (de) Cabaret», cara pintada de branco fazendo felizes as pessoas que se assumem como público.

            O actor é aquele que finge perante o público, que veste a máscara para representar a vida, a fantasia e por vezes a realidade, feita difícil sobrevivência. Ser actor em Portugal é também ser masoquista, ser um Quixote de causas perdidas e nisso Fernando Gomes tem todos os requisitos, mesma face esquálida e os olhos sonhadores.

            O que me levou a escrever este artigo / entrevista, para além do fascínio pelos vários trabalhos seus que já vi, para além do êxito da sua ultima e actual peça (Metro Cabaret), foi a força da sua personalidade, que cativa qualquer um.

            A primeira coisa que nos chama a atenção, é a sua forma de falar com os olhos, a expressão apaixonada por tudo o que faz e vive. Não é necessário fazer-lhe perguntas, que as conhece já todas, nem precisa de nos representar aquilo que não é, fatigado de tanto desmascarar a vida no teatro, já que este não passa de um reflexo da vida.

            A vivência anterior à sua profissionalização teatral resume-a ele da seguinte forma: Fernando Gomes nasceu há 43 anos no Porto, numa zona pobre, onde «conheceu» a nossa forma «exagerada» de encarar o dia-a-dia e os sentimentos. O espectáculo, para além do vivencial da rua, desde logo o cativou e ainda chegou a frequentar aulas de Ballet («participei em várias óperas como bailarino») e fez teatro amador. Veio a tropa e marchou para as colónias (“Depois de dois anos na Guiné, regressei a Portugal, peguei numa mochila e fui viajar pela Europa»). Assim, foi cescendo naturalmente ao gosto dos tempos e das modas, que foram as de «maio 68» e dessa forma vêmo-lo, como muitos outros, a conhecer o mundo pela europa fora (Alemanaha, França, Inglaterra..) a tomar contacto com a vida para além dos muros desta horta.

            De todos os lugares em que viveu, Londres, segundo ele, foi o que mais o enriqueceu na vivencia teatral, vendo tudo o possível aos seus meios, inclusive um «E tudo o Vento Levou», «um musical espantoso que me deslumbrou e veio avivar este desejo de fazer teatro, de realizar grandes sonhos. É o que acontece ás pessoas depois de viverem no estrangeiro – ficamos cheios de projectos, sonhos e frustrações, não porque haja falkta de material humano, mas sim de possibilidades e estruturas económicas».

            Em 1974 regressa a Portugal, iniciando então a sua carreira artistica no Teatro, porque «achei que era a única profissão que me faz estar bem comigo próprio». Começou no Teatro Experimental de cascais, mantendo-se aítrês épocas, passando posteriormente para a Casa da Comédia com notoriedade e para onde escreveu e interpretou a peça infantil «Serafim, o pato que fala». Passa pelo Bando, pela Comuna, pelo Teatro de Animação de setúbal. Interpreta também diversos papéis no cinema portugu~es e estrangeiro, assim como para a televisão.

            Entretanto, a partir de 1981 iniciam-se as suas experiências de café Teatro com «Cheira a Esturro», estilo que o vai levar a optar pelo estatuto de Independente, escrevendo, encenando e interpretando «A Última Moeda», «Zigue-Zague», «Cozido à Portuguesa», «Noite MáGICA», «Drácula Júnior», «Metro Cabaret»... escrevendo em parceria «Doce de laranja», «Botto – Teatro do Ciume e do Amor», «Luida Todi» e adapta «Alves & Companhia» do Eça de Queiroz. Teve uma experiência no campo da Revista à Portuguesa, colaborando como autor e actor na «A Lata Continua»? no Teatro ABC.

            Em todo este percurso, o autor foi muito bem sucedido, tendo mesmo momentos de genialidade: o encenador remediou-se com as condições possiveis para montar os espectáculos que foram sucessos e o actor cativou o público e a crítica. Tudo isto poderia ser fabuloso noutro país, noutras condições, porque a realidade, apesar de todo o sucesso, é a sobrevivencia monetária dificil, e a fama  inferior à de muitos mediocres que por aí a representam.

            Naturalmente, devido ao hábito, quando se fala com pessoas do teatro pergunta-se pela crise, como é que ela vai de saúde, etc....: «Ouço falar na crise desde que nasci, mas eu pessoalmente não tenho queixas contra ela. Claro que não sou uma primeira figura do teatro, não vivo bem, mas tenho esta força de poder escrever e representar. O público retribui-me e creio que pelo menos 80% sai com vontade de voltar, o que acontece a alguns, regressando com outras pessoas. Não tenho estruturas, faltam-me a possibilidades de publicidade, que são fundamentais e tenho um teatro pequeno...»

            «Quanto á crise, é verdade que houve uma avalanche de 2teatro intelectual”, grupos mais interessados em política do que em teatro. Foi importante, mas as pessoas começaram a saturar-se. Não é que o “teatro intelectual” não tenha cabimento e até temos neste momento boas companhias, só que como não há intelectuais suficientes, creio que basta um ou dois desses grupos».

            «E relativamente fácil fingir que se sabe fazer um trabalho de teatro vanguardista, e em Portugal, tentámos muitas das vezes, parecer aquilo que não somos. Eu faço Teatro Popular, porque é o que sinto que posso fazer, sem aldrabar ninguém, principalmente o público.»

            «Por exemplo, já passei pela Revista à Portuguesa e na altura apercebi-me de coisas que estão mal, as quais prosseguindo assim, o público abandonará cada vez mais o Teatro. É que um espectáculo não se pode resumir a três, ou quatro figuras de renome e entregar o resto à inexperiência, a artistas inferiores, assim como não se pode exprimir pobreza num local com tradições de luxo. O corpo de Baile não existia, era apenas um grupo de raparigas simpáticas… o cenário não existia… tive a pouca sorte de passar no Parque Mayer num espectáculo pobre e pobreza por pobreza, sempre prefiro os meus espectáculos.

            Isto é o que acontece frequentemente em Portugal e por isso, tenho um cuidado especial nos pormenores. Há muitos que se tentam valorizar, convidando actores inferiores, mas mesmo um actor que apenas diz três coisas, pode estragar um espectáculo. O importante, para que algo triunfe, são as pessoas que nos rodeiam e como me considero um razoável actor, não gosto de trabalhar sozinho, necessito de gente boa a trabalhar em equipa. Por isso, tenho trabalhado com a Maruga, Cândida Vieira, Isabel Ribas, Miguel Guilherme, Paula Só, Miguel Martins, Adriano Luz, Maria Vieira… O que me falta é um bom cenógrafo e figurinista, mas como sou eu o profutor, gastando nestes espectáculos o que ganho na televisão ou em filmes, não posso ter mais despesas. Este espectáculo do “Metro Cabaret” foi montado com o dinheiro que ganhei num programa para a televisão alemã- O cenário e os figurinos são o aproveitamento de coisas que havia e mesmo assim estão aqui 500 contos.

            Claro que gostaria de ir para um sítio maior que este, mas é-me impossível, salso se eu encontrasse alguém que gostasse de Teatro e me desse uma oportunidade, mas tinha que gostar mesmo e não ser um desses produtores que apenas pensa ganhar dinheiro».

            Para um apostador nato, como ele é, o perder nunca se põe, porque se o dinheiro se escoa, algo melhor se ganha, como um bom espectáculo, uma oportunidade aos muitos actores de qualidade que por aí andam sem trabalho… Só que a ironia faz com que o dinheiro prefira outros apostadores menos sonhadores.

            A ironia e o humor são também características suas, pessoas e teatrais: « Eu, mesmo das minhas “desgraças” me rio, porque visualizo as figuras que faço, e vejo-me no ridículo. Mesmo que sinta na boca o amargo da vida, um romance de amor falhado… e por muito ferido que esteja, rio-me porque            eu não sou um trágico. É uma forma de sobrevivência. Em miúdo, o máximo que conseguia era andar um dia chateado, e já as pessoas estranhavam, mas logo dava a volta.

            Se me rio de mim, também posso rir-me dos outros, mas nunca gozo com as pessoas, principalmente com o povo. Nós temos a mania que somos espertos, quando no fundo somos uns inocentes, e eu acho bonita esta simplicidade, a maneira de ser e viver deles, tenho-lhes ternura, por isso posso-me rir com eles. O humor é apenas uma transposição do dia-a-dia.

            Cresci num bairro pobre, vivi esse ambiente fascinante da vida, em que somos uns desenrascados, incríveis e ridículos. Basta ouvir as conversas nos transportes públicos… é tudo tão exagerado.

            As pessoas só se riem quando conhecem as coisas e eu só faço humor com aquilo que conheço e gosto, razão pela qual nunca me viram fazer humor com o futebol, de que não gosto e não consigo rir-me dele».

            Por tudo isto, se o Fernando Gomes se ri de si próprio, dificilmente o veremos a rir-se do outro Fernando Gomes, mas entretanto o público pode ir divertir-se, ver teatro, ver a vida no «Metro Cabaret», que fica em cena pelo menos até ao final do ano, podendo mesmo prolongar-se até Janeiro Fevereiro, partilhando o espaço com um novo espectáculo dedicado às crianças dos 7 aos 77 anos, que é o «Ser Pato é…», uma peça poética sobre a amizade entre os seres.

            A partir de Março, começa a trabalhar na nova peça de fundo da temporada, que é «Óh Maria não me mates que sou tua mãe», uma adaptação de uma história de Camilo Castelo Branco sobre o ambiente familiar português.

            Fernando Gomes, o actor/encenador/dramaturgo está no Teatro do Século, à rua do Século – a não perder.


Thursday, June 17, 2021

“El bufón ilustrado” - HumorSapiens (Pepe Pelayo)

 

“El bufón ilustrado” 

Humorsapiens.com es un portal único en Hispanoamérica (como mínimo). Fue creado por sus editores Alex Pelayo y un servidor.

Es independiente, con vocación universal y con un perfil bien definido: el humor. Es un lugar de consulta para los especialistas e interesados en el humor en general. Es por ello que contamos con una altísima cifras de visitantes diarios, a pesar de no ser una típica página de entretenimiento y diversión. Es un espacio donde se destaca el humor como recurso literario, gráfico, escénico, etcétera. Y donde se promueve el humor inteligente y sanador en diferentes áreas, especialmente en el arte, la educación, la salud, las relaciones laborales y en el ámbito investigativo, académico.

Humorsapiens.com es un portal de encuentro y análisis sobre el humor en lo estético, en lo filosófico, en lo psicológico, en lo social.

Por tal motivo no es de extrañar que haya surgido un proyecto muy ambicioso: “El bufón ilustrado”.

Consiste en una serie de videos-documentales sobre la teoría y la aplicación del humor en las artes y en la vida.

Más de 40 prestigiosos humoristas, gráficos, literarios, escénicos y estudiosos del humor, de España, Portugal, Italia, Cuba, México, Colombia, Venezuela, Ecuador, Perú, Brasil, Uruguay, Argentina y Chile, comentan sobre, por ejemplo, ¿cuál es la definición de humor gráfico? ¿Cómo está la salud del humor gráfico en la actualidad? Ideológicamente hablando: ¿el humor es de izquierda o de derecha? ¿Cuál debería ser la definición de literatura humorística? ¿Cuáles temas, argumentos, deberían estar mayoritariamente reflejados en la literatura humorística? ¿La sátira es humor? ¿Qué diferencia lo cómico de lo humorístico? ¿Por qué es importante el humor? ¿Cómo se ve el futuro del humor escénico? ¿Qué tan bueno es el recurso de la improvisación? ¿Qué es la pedagogía del humor? ¿Es lo mismo humorterapia que risoterapia? ¿El humor es aplicable en pacientes con enfermedades terminales?

Estas interrogantes y otras muchas más, son respondidas desde varios puntos de vista en esos 15 videos-documentales de 10 a 12 minutos de extensión.

Toda la producción corre a cargo de Humor Sapiens.

Se espera que el primer video salga publicado alrededor del día 20 de junio. Sabemos de la expectación que “El bufón ilustrado” ha provocado en muchos colegas. Ojalá satisfaga todos los gustos.

www.Pepepelayo.com

http://humorsapiens.com/


GALWAY CARTOON FESTIVAL 2021: AT LARGE


Galway Cartoon Festival would like to invite cartoonists from around the world to enter this year’s group exhibition to take place in October 2021. This year’s theme is AT LARGE. With a growing expectation that we will be able to emerge from our Covid-cocoons over the next year we would like cartoonists to consider what happens to the metaphorical butterfly when it hasn’t had a social life for 18 months. Will the world be scary and incomprehensible? Will we be overwhelmed when we have to talk to people? Or will we be more patient? Friendlier? Will our chins feel cold without the masks? Show us what a post-Covid world of freedom looks like!

Entries should be emailed to info@galwaycartoons.eu as 300dpi jpegs. There will be a cash prize for one selected work chosen by an independent judge. Selected entries will be printed and exhibited in venues around Galway 1-9 October 2021. Closing date for entries is 31/07/21.

IRISH LANGUAGE

Galway Cartoon Festival would like to invite cartoonists working in the medium of Irish to enter their work in this year’s Galway Cartoon Festival. The theme is open-ended for the Irish language exhibition and any cartoons in Irish will be considered for inclusion.

Entries should be emailed to info@galwaycartoons.eu as 300dpi jpegs. There will be a cash prize for one selected work chosen by an independent judge. Selected entries will be printed and exhibited in venues around Galway 1-9 October 2021. Closing date for entries is 31/07/21

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TERMS AND CONDITIONS:

Selected cartoons will be printed and framed by the Galway Cartoon Festival and offered for sale during the Festival. Galway Cartoon Festival is a voluntary organisation promoting the art of cartoon and any sales will be put into meeting the costs of running this year’s festival or put into the budget for next year’s festival. One cartoon will be selected for our posters, leaflets and other publicity with a credit to the artist. There will be a cash prize for one winning cartoonist in the At Large exhibition and one winning artist in the Irish Language exhibition selected by an independent judge.

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Can you help us raise the funds for this year’s festival? We are seeking donations of €5 or higher to help us meet this year’s funding target. We still have a long way to go so any help is appreciated! You can donate at https://www.gofundme.com/f/fszxdm-galway-cartoon-festival-2021


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